Nada de ceder às pressões da direita: desmascarar Bolsonaro e seguir  com Lula até o fim

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Nas últimas horas, um setor da esquerda pequeno burguesa deu novas mostras de sua covardia política e do seu distanciamento da maioria da população e do próprio ativismo de esquerda, das organizações sindicais, populares e estudantis.

Primeiro, diante do totalmente suspeitísssimo atentado contra o “anjinho fascista”, deputado e candidato presidencial Jair Bolsonaro, dirigentes da esquerda resolveram “prestar solidariedade” ao elemento que ameaçou “metralhar” o povo trabalhador da Rocinha e os petistas, que ao votar pelo impeachment comprado de Dilma rendeu homenagens ao torturados e assassino da ditadura militar Brilhante Ustra, que agrediu a companheira deputada do PT, Maria do Rosário (RS),

que insuflou seus lunáticos seguidores a atacarem a caravana do ex-presidente Lula, escancararem mulheres, padres e que não tem nenhuma solidariedade com a morte da vereadora Mariellen, com as lideranças dos sem terra assassinadas etc. pelo contrário, esteve sempre do lado dos assassinos e repressores dos explorados e de suas lideranças.

Mostrando que suas posições não tem qualquer base na luta de classes, ou seja, na realidade, dirigentes do PSOL, PSTU, PT e PCdoB (enter outros) expressaram, cinicamente, um relativo apoio ao deputado em sua operação total ou parcialmente farsesca contra um elemento que foi figura ativa na campanha golpista que derrubou o governo eleito pela maioria da população e que votou com Temer e toda a quadrilha que tomou de assalto o governo para impor o fim dos direitos trabalhistas, a destruição da economia nacional, os ataques ao ensino e à saúde públicas etc. Posições de quem está totalmente à serviço do imperialismo norte-americano (a cuja bandeira, Bolsonaro prestou continência) e de todos os inimigos do povo.

Ao mesmo tempo, parte dessa esquerda voltou à carga na política defendida há tempos por alguns setores, o “plano B”, o abandono da luta pela liberdade de Lula e em defesa de sua candidatura, para aceitar o que a direita mais almeja: que a esquerda aceite a nova etapa do golpe e endosse a fraude das eleições que eles querem realizar, sem a participação de Lula.

Mesmo com a direção do PT, da CUT, do MST , o PCO, entres outros, tendo se pronunciado a favor de usar todos os recursos e, como disse Lula em sua carta lida por Haddad, no dia do registro de sua candidatura, “lutar até o fim!”; sinalizam no sentido de se render, capitulando claramente diante do golpe que busca avançar e se encontra em meio a uma enorme crise por conta da polarização política, impulsionada pelo deslocamento à esquerda de milhões de pessoas (60 milhões segundo as pesquisas que lhes dão mais de 40% das intenções de voto) que apoiam a candidatura de Lula contra o golpe.

A disposição de luta mostrado por amplos setores, por milhares de ativistas, que cercaram o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que acamparam em Curitiba, que fizeram greve de fome, que marcharam em dezenas de milhares a Brasília, no último

dia 15, e os milhões que apoiam Lula, mostram que o “fim” está longe de ter chegado, que é possível fazer muito mais, com a esquerda que luta contra o golpe unida, organizada em milhares de comitês contra o golpe, por Lula livre, pela anulação do impeachment, que dirige mais de 5 mil sindicatos,
que agrupa a maioria e o que há de melhor da luta da juventude, das mulheres, dos negros, enfim de todos os explorados do País.

A arma mais poderosa ainda não foi usada. Essa arma não é ação no judiciário golpista de experientes advogados, não são os discursos de parlamentares, não é o caminho ilusório de eleições fraudulentas. Essa arma, a única capaz, ontem e hoje, de derrotar os golpistas é a mobilização nas ruas, com os métodos próprios da luta de classes.

Começando por mobilizar o pelotão mais combativo da classe trabalhadora, o operariado, a quem – mais do que nunca – é preciso mobilizar, uma vez que a defesa de Lula é, neste momento, a defesa das reivindicações fundamentais dos explorados contra os golpistas inimigos do povo.