Na China, Lava Jato anti-imperialista é chamada de perseguição política pelos EUA

china xi jinping

A imprensa imperialista tem feito campanha que beira o cinismo puro contra o governo chinês. A notícia é de que as “autoridades que combatem a corrupção” na China tiveram uma semana conturbada. O diretor da Interpol, polícia dos tubarões capitalistas internacionais, foi preso em sua chegada a Pequim. Além disso, o diretor de um banco estatal que foi pego com toneladas de dinheiro em seu porão também foi preso. Como se sabe, geralmente nos países não imperialistas, os funcionários importantes dos Bancos são capachos do imperialismo.

Um General foi expurgado do Partido Comunista e se suicidou. O Jornal Folha de São Paulo apareceu com a seguinte frase: “Detenções, desaparecimentos, investigações, humilhações póstumas: o fluxo de manchetes chocantes que saiu de Pequim em outubro mostra que a campanha de combate à corrupção muito alardeada pelo líder chinês, Xi Jinping, está dando poucos sinais de estar arrefecendo, mesmo agora, em seu sexto ano”, que revela uma campanha contra a política “contra a corrupção” do governo chinês.

E, “As cifras são espantosas. Desde que Xi lançou a campanha anticorrupção, em 2012, as autoridades já investigaram mais de 2,7 milhões de funcionários e puniram mais de 1,5 milhão de pessoas. Esses números incluem sete líderes de nível nacional e duas dúzias de generais de alta patente. Cerca de 58 mil funcionários do Estado já foram levados a julgamento, e dois foram sentenciados à morte. Entre os funcionários mais recentes a ser processado está Lai Xiaomin, ex-diretor do banco estatal Huarong Asset Management e ex-diretor do banco central. Lai foi expulso do partido na semana passada depois de ser julgado como tendo cometido violações graves das leis e regras do partido”.

E depois inicia uma campanha cada vez mais ferrenha contra as práticas adotadas pela campanha contra corrupção do governo chinês. O que vale dizer entretanto, é que todos os jornais golpistas defendem a operação Lava-jato brasileira, que se utiliza das mesmas práticas anti-democráticas criticadas pela Folha de São Paulo, por exemplo.

Fica então claro que toda essa campanha “democrática” contra o governo chinês não passa de uma campanha contra o governo chinês, que tem uma política que se opõe à dominação do imperialismo, com quem estão entrando em um conflito cada vez maior à medida em que a crise internacional vai se arrastando.

A “democracia” defendida pelo imperialismo é uma política que favorece os interesses dele. Por exemplo, a Lava-jato brasileira, que foi criada pelo governo norte-americano para favorecer os interesses das empresas monopolistas, é democrática; já a “Lava-Jato” chinesa não, pelo simples fato que estão utilizando o aparato estatal para perseguir setores mais alinhados com o imperialismo.

De qualquer forma, fica clara a crise existente em todo terreno internacional. A situação entre os Estados-Unidos e a China está se agravando. As sanções econômicas entre essas duas potências revelam um conflito grande entre Xi Jinping e Donald Trump. A China está alinhada também com um bloco da burguesia que faz oposição à política dos norte-americanos, como é o caso de Vladimir Putin, o presidente Russo.