Na Argentina, a luta das mulheres está prestes a conseguir a legalização do aborto

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A luta por um direito que é fundamental para todas as mulheres, o de decidir o que fazer com o próprio corpo, só foi aprovada até o momento na Câmara dos Deputados da Argentina, por 129 votos a favor e 125 contra. A votação decisiva acontece no próximo dia 8 de agosto, no Senado.

O Senado argentino já iniciou nesta terça-feira (31) uma rodada de exposições sobre a legalização do aborto no país. Durante toda a semana se apresentarão argumentos contrários e a favor das modificações legais de que trata o projeto de interrupção voluntária da gravidez.

Nesse impasse já se iniciaram as marchas a favor e contra a legalização do aborto por todo o país. Os barrocos conservadores argentinos possuem um local de encontro definido para exigir o veto ao projeto, na residência presidencial de Mauricio Macri. O presidente entreguista argentino se diz “pró-vida”, já declarou que é contra a legalização do aborto, ou seja, é contra as mulheres.

Já os que defendem a legalização do aborto se encontram regularmente em frente ao Congresso Nacional. Uma grande marcha está programada para o dia de quarta-feira (01) em Buenos Aires e por toda a semana devem ocorrer manifestações pró-aborto por todo o país.

Com a legalização irrestrita do aborto, a Argentina pode ser o terceiro país da America Latina a legalizar a prática, logo depois de Uruguai e Cuba.

Nesse sentido, todo apoio à luta das mulheres argentinas. Se demonstrou na prática que somente a organização política desse setor e sua mobilização pode de fato atender suas reivindicações verdadeiramente. Para os oprimidos a mobilização ampla contra os opressores leva-os a vitória, cedo ou tarde.