Paraíso capitalista
Ocorrência de estudantes condenadas em primeira e segunda instância por furto por vasculharem a lixeira de um supermercado esclarece a situação de falência da sociedade capitalista
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
img
Franziska Stein e Caroline Krüger, estudantes alemãs | Foto: Reprodução

A Alemanha, 4º País mais rico do mundo de acordo com o seu Produto Interno Bruto (PIB), segue se afirmando com larga vantagem como o país europeu com a maior população em situação de rua – a saber, em número maior que 800 mil pessoas. Podemos estimar a situação de miséria e opressão em que se encontram estas centenas de milhares de pessoas analisando um caso ocorrido recentemente com as estudantes Franziska Stein e Caroline Krüger, enquadradas pela polícia enquanto retiravam frutas, verduras e iogurtes em bom estado e descartados por um supermercado em uma de suas lixeiras, obrigadas a descartar os alimentos e condenadas em primeira e segunda instância por furto em tribunais alemães.

Obrigadas pela Justiça a desempenhar serviços comunitários e a pagar multas de 225 euros (já à época mais de 1000 reais) cada uma, o caso, tendo ocorrido com jovens estudantes de pele clara, serve como limite inferior dos níveis de repressão aos quais os despossuídos deste país estão submetidos, sendo a maioria desta população em situação de rua de origem estrangeira, das diásporas árabe e africana. Impedidas pelo Estado e pela burguesia mesmo de sobreviver recolhendo as migalhas em decomposição e sem utilidade para a economia capitalista, visto que, conforme o relato sobre o caso feito pelo Süddeutsche Zeitung, um dos maiores jornais diários alemães, as empresas não têm interesse mesmo em converter o rejeito de alimentos em fertilizantes ou comida para animais, preferindo, por razões econômicas, apenas destruí-lo.

As fileiras desta população, não apenas na Alemanha, se encontram em franco processo de alargamento com a pulverização de postos de trabalho e salários e os consequentes despejos, causados pela decomposição da economia e da sociedade capitalista. Esta, que ocorre de forma particularmente aguda nos países avançados, é o principal motivo da selvageria com que a burguesia destes países procura tanto se apoderar de todos os recursos naturais como impor ataques às condições de vida das populações dos países atrasados através de seus fantoches, por eles mesmos alçados aos governos de muitos destes países – por exemplo, Jair Bolsonaro no Brasil e Iván Duque na Colômbia.

Esta situação, causada pela própria dinâmica da sociedade capitalista, serve hoje como cenário em que se desenvolve a luta pela sua superação, no sentido de uma sociedade cujo funcionamento não estará fundamentado na exploração do homem pelo homem, na fartura de alguns financiada pela miséria da esmagadora maioria dos outros. Conforme coloca o Programa de Transição (de 1938, por Leon Trótski):

“Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem inevitavelmente das calamidades criadas por ele mesmo, então, que pereça.”

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas