Genocídio “humanitário”
Governador democrata mostrou ser pior que os “negacionistas”

Por: Redação do Diário Causa Operária

Em meio a catástrofe do novo coronavírus, surgem novas denuncias contra o governador de Nova York, Andrew Cuomo, que não apenas ignorou toda a dita “ciência” de combate a pandemia, como também fora responsável por ocultar mais de 6.500 mortes em asilos do estado. A revelação foi feita por uma das suas principais assessoras do governo, Melissa DeRosa, que expôs a manipulação sobre vários dados envolvendo mortes de idosos em asilos, os quais não haviam sido divulgados por um calculo eleitoral: os democratas não queriam que Trump soubesse, e usasse esta informação como uma campanha contra o principal setor do imperialismo.

DeRosa admitiu ainda que os dados em questão eram requisitados desde agosto de 2020, fraudando por meses o número de mortos de uma parcela da população. Ocultando cadáveres, fraudando números e enganando todo o povo norte-americano, o governador democrata ainda ironizou as revelações, declarando que “não estávamos propriamente no sul da França”, demonstrando sua total insensibilidade com a situação catastrófica da pandemia.

Comprovando toda fraude, um relatório feito pela procuradora-geral do Estado, demonstrou que houveram quase o dobro de mortes em asilos, em comparação aos dados oficiais divulgados pelo governo democrata. Em vez de 8.500 mortes, no minimo 15 mil idosos morreram nos lares.

Tais dados deixam claro que há um genocídio premeditado pelo mesmo setor da burguesia mundial que se diz “humanitária” e defensora da população. Na prática, os números demonstram que seja o governo de extrema-direita, seja dos ditos “científicos”, a tragédia é a mesma para a classe trabalhadora.

A divisão surgida no interior da burguesia é frenquentemente creditada a um tipo novo de direita: a “científica”. Em confronto contra os setores “negacionistas”, a extrema-direita, a ala favorável a ciência apareceu com uma grande propaganda da imprensa burguesa, em defesa do imperialismo. Contudo, cada dia que passa, mais este setor “científico” se revela igual ou pior aos “negacionistas”.

O caso norte-americano assim como o brasileiro, no confronto sobretudo entre o “científico” Doria e Bolsonaro, mostram que a luta não se da com base em uma suposta defesa da ciência, mas sim nos interesses das classes sociais. Para a burguesia, a principal preocupação se da na manutenção da economia, na garantia dos lucros dos grandes capitalistas, custe o que custar, mesmo que seja preciso sacrificar milhões de pessoas em todo mundo.

A revelação sobre o ocultamento de milhares de mortes de idosos em Nova York pelo governo democrata comprova este problema. Cuomo nada mais nada menos é um representante da burguesia imperialista em um dos principais estados dos EUA.

Hoje, os EUA acumulam mais de meio milhão de mortos, com uma média de 2 mil a cada dia. Ou seja, os dados fraudados pelo democrata equivaleriam hoje a “apagar” uma semana de mortos de todo país. Só o estado de Nova York já se aproxima dos 1 milhão de casos confirmados, levando em conta apenas os números oficiais.

Contudo, mesmo com tamanha gravidade, o democrata chegou ao absurdo de declarar que o ocultamento de mortes nada refletiria no avanço da pandemia. Na mesma política “científica”, o governador permitiu que o desastre acontecesse após reabrir totalmente o comércio, alternando entre reprimir a população e obriga-la a trabalhar em plena surto da pandemia, e desde o início de 2021, impulsionou como todo o imperialismo, a volta às aulas presenciais.

Tendo como base todos estes fatores mostra-se que não há diferença entre os imperialismo “humanitário” e a extrema-direita. O genocídio ocorre da mesma maneira, e a população trabalhadora é obrigada a ser sacrificada para dar algum folego a falida economia capitalista. Mesmo no principal país imperialista do mundo, a fome e o desemprego em plena pandemia atingem níveis altíssimos. A esquerda norte-americana, bem como a brasileira, não pode se colocar à reboques de nenhum setor da burguesia. É necessário uma política própria de mobilização contra os golpistas e o imperialismo.

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