Tomar as ruas para a esquerda!
O PCO decidiu por romper totalmente com a quarentena política da esquerda pequeno burguesa. Com o mais atualizado suplemento do ‘Causa Operária’, o PCO volta em peso para as ruas!
Mutirão na Av. Paulista
Mutirão na Avenida Paulista voltará a acontecer todos os Domingos. Hoje, será 14hrs no MASP. | Foto: Reprodução
Mutirão na Av. Paulista
Mutirão na Avenida Paulista voltará a acontecer todos os Domingos. Hoje, será 14hrs no MASP. | Foto: Reprodução

O Partido da Causa Operária decidiu, em reunião ampliada do seu Comitê Central Nacional, retomar imediatamente com todas as atividades de rua. Neste domingo, dia 14 de fevereiro, bem como nos próximos, os comitês e as células partidárias organizarão mutirões de agitação política para chamar o povo a lutar pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, e assim exigir, urgentemente, novas eleições gerais com Lula candidato e Lula presidente. Para tal, o partido organizou um suplemento do jornal Causa Operária que será amplamente distribuído em todas as atividades.

Uma coisa já é clara, a esquerda cada vez desiste de ser esquerda e se disfarça de direita para ganhar um outro cargo no parlamento. Um bom exemplo disso, além de sua política nula, são as famigeradas carreatas e panelaços, semelhantes às manifestações coxinhas. Desde o começo da pandemia, a esquerda pequeno burguesa defendeu, sem pestanejar por um segundo, o mesmo que defendia toda a imprensa burguesa, a politica do “fique em casa”. 

Basicamente, enquanto o resto do povo está na rua, a classe média se trancou em casa. A maioria dos sindicatos e as principais entidades de luta fecharam suas portas para os trabalhadores, e as greves, os piquetes e os atos de rua foram abandonados. Porém, prometendo ser a luz do fim do túnel, a esquerda garante que mudará o mundo pelo parlamento.

Um bom exemplo de sua incompetência foi logo após o desastre da política do PSDB em Manaus, que agora se espalha por todo o País. No caso, a esquerda chamou carreatas e panelaços defendendo o impeachment de Bolsonaro, como se ele fosse o único culpado, via eleições na Câmara. Entretanto, como já era de se esperar, a saída institucional – pelas instituições daqueles que assassinam o povo – foi um fracasso total. Agora, com o auge da pandemia e a reabertura total do comércio, já é de conhecimento geral a ineficiência, ou melhor, a postura genocida de Bolsonaro e dos governadores golpistas.

O fato é que o povo está na rua, seja nos meios de trabalho sem condições dignas de higiene, ou nos transportes públicos lotados. Mas é claro, o grande problema para aqueles que só vêem o seu próprio umbigo, são as festas e as manifestações. Por um lado, após trabalhar como um cão e se expor durante toda a semana, o trabalhador não deve ser reprimido por descansar e relaxar, por outro, com fundamental importância, ele deve ter o direito de se manifestar e lutar contra o regime golpista e genocida.

Não existe, e praticamente não existiu quarentena. Da mesma forma, não existe e não existiu vacina para o povo. Agora companheiros, é a hora de tomar as ruas para a esquerda, sua verdadeira dona. O Partido da Causa Operária não ficará de quarentena política, é preciso quebrar imediatamente a paralisia das direções pequeno burguesas da classe trabalhadora.

 

Só será possível mobilizar o povo em uma luta ferrenha contra o golpe e os golpistas 

 

Com a recente divulgação das conversas entre os procuradores e juízes da Lava Jato, em posse do Judiciário e agora cedidas à defesa de Lula, ficou ainda mais evidente que se trata de uma quadrilha criminosa e farsante contra os direitos democráticos do povo. Assim, seguindo as ordens dos imperialistas, diretamente da CIA, Dilma foi golpeada e Lula foi preso pois seria eleito em 2018. A mesma situação é percebida em todos os golpes e eleições fraudulentas da América Latina neste último período.  

O golpe foi necessário aos imperialistas para dar continuidade a seu programa neoliberal, e, então, esmagar o povo. Sem a prisão de Lula, sendo ele um operário ligado às organizações da classe trabalhadora, seria impossível fraudar as eleições e evitar uma grande mobilização popular ao mesmo tempo. Assim, Lula segue sem direitos políticos, mesmo sendo o candidato do povo.

Qualquer um que defende os princípios básicos de democracia deve defender a candidatura de Lula, como também denunciar a farsa de 2018. Os setores mais conscientes da esquerda devem desde já defender sistematicamente a restituição dos direitos políticos de Lula, novas eleições gerais com Lula candidato, e Lula presidente, ou seja, a vontade das massas. Só assim, e não com promessas vazias de impeachment, será possível mobilizar a classe trabalhadora para derrubar Bolsonaro e os golpistas.

Por isso, o PCO organizará em seus mutirões um abaixo assinado e uma convocação de toda a esquerda para lutar pelos direitos do companheiro. 

 

Suplemento do JCO, para ser amplamente distribuído.

Em suas atividades de rua, o partido vai distribuir 100 mil exemplares do Suplemento de Causa Operária nacionalmente. O material foi impresso e enviado para os militantes e simpatizantes de todo o País, para serem distribuídos de forma gratuita e para alavancar a campanha pela derrubada dos golpistas e pelos direitos de Lula nas ruas.

Seguem trechos do suplemento, dentre os quais, por exemplo, o Partido denuncia a fraude dos “científicos” e da frente ampla na campanha de vacinação que não existe.

 

Eles não têm vacina nem querem vacinar ninguém

Em denúncia da política neoliberal, levada a cabo principalmente depois do golpe contra a ex -presidenta Dilma Rousseff, em 2016, é a principal responsável pela incapacidade do sistema público de saúde de enfrentar essa situação.

Devido a uma forte propaganda da imprensa burguesa e do aparato estatal nas mãos dos governadores, esses conseguiram enganar uma parcela da população dizendo que estavam fazendo alguma coisa. Mentira. Eles não têm nada de científicos, de civilizados, de democratas ou de humanistas. Demonstraram que o que menos lhes interessa é a saúde e a vida da população.

João Doria utiliza toda a sua máquina burocrática e o apoio dos grandes meios de comunicação como a Rede Globo para apresentar-se como o salvador da pátria.

Teria sido ele o responsável pela chegada da vacina no Brasil, muito embora só tenha importado algumas poucas quantidades para fazer seu showzinho de marketing. Ao mesmo tempo, o Estado de São Paulo é onde mais pessoas morrem pela covid-19, representando 1 em cada 4 óbitos em todo o País. Se Bolsonaro é responsável pelas mortes no Brasil, Doria é responsável por quase 60 mil mortes em São Paulo.

A vacina de Doria, o “salvador”, é a que tem menor eficácia entre todas as que já foram desenvolvidas – menos de 50%. Além disso, é também a mais cara de todas. São R$ 58,20 por dose, isto é, devido à eficácia ser apenas a metade, são necessárias duas doses para

a pessoa se imunizar, ou seja, o custo é de R $116,40 para uma imunização ainda muito duvidosa. A vacina também não começou a ser produzida no Brasil. A construção de uma fábrica para a produção da vacina em São Paulo está prometida para outubro.

A aprovação, a toque da caixa, da CoronaVac pela Anvisa se deu somente pela pressão da burguesia e do imperialismo, para que João Doria saísse vencedor do primeiro round da luta política contra Bolsonaro a fim de ganhar pontos para as eleições de 2022.

A política dos governadores como Doria, apresentados como defensores da ciência, tem sido, na verdade, ainda mais reacionária que a de Bolsonaro.

O isolamento social não passa de uma farsa: nunca, em nenhum momento, a maioria da população conseguiu ficar em casa.

Os trabalhadores sempre foram obrigados a continuar acordando cedo e pegar ônibus, metrô e trens lotados dia e noite para conquistarem o pão de cada dia.

O lockdown foi uma medida desesperada: diante da ineficiência de qualquer medida, simplesmente decretaram que ninguém poderia mais sair na rua (a não ser para pegar transporte lotado), a fim de evitar aglomerações.

Pequenos e médios comerciantes faliram, pois não tinham renda para sobreviver. 

O auxílio emergencial do governo federal apenas impediu uma revolta social e quando terminou o povo já voltou a passar fome. O valor (R$ 600,00) não chegou sequer a um salário mínimo e durou apenas alguns meses, mas os banqueiros – estes sim! – receberam um verdadeiro auxílio do governo: mais de R$ 1 trilhão, aumentando ainda mais suas fortunas, construídas pela pilhagem da nação e espoliação dos trabalhadores.

Basta! Os trabalhadores não precisam desses sanguessugas e dos governos que atendem apenas à burguesia. É preciso derrubar Bolsonaro e toda a direita golpista, como Doria, e lutar por um governo operário, controlado pelos próprios trabalhadores, sem nenhum acordo com os patrões!

“Se podemos trabalhar, podemos nos manifestar”

Ponto central da política do partido, como enfatizaram também os trabalhadores chilenos em grande manifestações durante a pandemia.

Não só denúncias e uma explicação precisa da conjuntura política, o suplemento apresenta um programa para combater a crise sanitária e econômica. Esse é o programa do PCO para o coronavírus;

A direita quer, cinicamente, dizer que não podemos tomar as ruas por causa da pandemia. Ela, representando os interesses dos grandes capitalistas, tenta administrar a crise de seus senhores reprimindo a classe operária nas ruas com a PM, que está prendendo pessoas apenas por andarem ao ar livre.

Ao mesmo tempo, a burguesia obriga o povo a sair para trabalhar, estudar e se espremer no transporte público. E a direita, cinicamente, diz que a vida tem que continuar.

Há diversos enfrentamentos entre a população e a PM por conta da expulsão das pessoas de suas casas em processos de reintegração de posse, há protestos contra a repressão a vendedores ambulantes, que aumentam a cada dia uma vez que os trabalhadores estão sendo demitidos de seus antigos empregos e já não há mais empregos formais – os capitalistas rasgaram a CLT.

Combater a fome e o desemprego

É necessário tomar as ruas – obviamente com todas as precauções necessárias por conta da crise sanitária – por reivindicações emergenciais como 35 horas semanais de trabalho, proibição das demissões, readmissão dos que foram demitidos durante a pandemia, estatização das empresas fechadas na crise, admissão de trabalhadores na construção civil por conta de novos hospitais para enfrentar a pandemia, volta do auxílio emergencial no valor de um salário mínimo para todas as pessoas que estão sem renda alguma, distribuição de máscaras e álcool 70o, cesta básica para as famílias que não têm como alimentar seus filhos por conta do fechamento das escolas, volta às aulas apenas com campanha de vacina con- trolada pelo povo.

Abrir os sindicatos

A CUT precisa realizar uma campanha pela abertura imediata dos mais de 4 mil sindicatos que são filiados a ela. Não é possível que, enquanto milhões de trabalhadores são obrigados a trabalhar, as direções sindicais fiquem em casa de braços cruzados sem dar assistência às suas respectivas categorias. Mais do que isso: é necessária uma forte mobilização operária contra as demissões, como ocorreu na Ford, pela greve nas fábricas com ocupação, a fim de formar um controle operário sobre a produção.

Essa mobilização, entretanto, não pode ser apenas econômica. É preciso ser uma mobilização política, que coloque o governo Bolsonaro e toda a direita golpista contra a parede.

Contra o desemprego, ocupar as fábricas, lutar por 35 horas semanais

Auxílio emergencial já, para todos os necessitados, de pelo menos um salário mínimo

Todo apoio à greve dos professores: reabrir as escolas na pandemia é um crime contra o povo!

Assim, o suplemento, em conjunto com as atividades permanentes de rua do partido, se propõe a organizar uma grande mobilização nacional, com grandes atos, manifestações, greves e todas as estratégias para derrubar os golpistas.

 

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