Ditadura
Militantes são atacados pela Guarda Municipal de Rafael Greca (DEM) em atividade na Feira do Largo da Ordem
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Campanha fascista | Foto: Reprodução
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Campanha fascista | Foto: Reprodução

Na manhã deste domingo (14), próximo às Ruínas de São Francisco em Curitiba, militantes do Partido da Causa Operária (PCO) foram reprimidos pela Guarda Municipal por se manifestarem em defesa do ex-presidente Lula e de seus direitos políticos e pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas (Ratinho Jr., Rafael Greca, etc).

O fato ocorreu durante a realização de um mutirão no local, onde os militantes do PCO com a sua tradicional tenda, distribuíam materiais de campanha em defesa de Lula e pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas e coletavam assinaturas pela anulação de todos os processos contra o ex-presidente.

Realizando um intensa campanha de agitação política no local, com jornais, panfletos, adesivos e caixa de som, os militantes passaram a ganhar grande destaque, como a única organização política a estar junto a população em uma das mais tradicionais feiras da capital paranaense.

Durante a realização da atividade, alguns comerciantes bolsonaristas se aproximaram e um infiltrado da extrema-direita passou a atacar verbalmente os militantes do partido. Logo após, várias pessoas começaram a se agrupar reforçando gritos de “Fora Bolsonaro”. Do outro lado, comerciantes bolsonaristas gritavam palavras de ordem como “vão trabalhar”, “vai pra Cuba” e pedidos para que a Guarda Municipal impedisse a atividade política.

Ficou clara a intensa polarização política, que demonstra a situação do país, um grupo minoritário, de alguns comerciantes e outro bolsonaristas que passavam, passou a promover ataques fascistas enquanto o restante da população defendia a política partidária.

Contudo, em meio ao embate, a Guarda Municipal foi chamada e trouxe em torno de cinco viaturas e mais de 10 homens, para intimidar e expulsar os militantes, que estavam se manifestando. A atitude totalmente antidemocrática ficou visível quando um dos agentes da repressão, questionado por um militante sobre o direito de manifestação constar no Art. 5º da Constituição Federal, ironizou: “vai apelar para isso?”

Dessa maneira, os policiais cercaram os militantes com o apoio da minoria de fascistas no local e fizeram ameaças de multas e de apreensão de materiais. Vale lembrar que o prefeito golpista Rafael Greca (DEM) sancionou uma lei em dezembro estipulando multas de R$150,00 a R$150.000,00 para quem descumprir “medidas de prevenção e combate ao coronavírus”. O mesmo governante que não fez absolutamente nada para combater a pandemia e permite aglomerações todos os dias no transporte coletivo e nos locais de trabalho.

Com este tipo de desculpa jurídica para a repressão política, a Polícia de Greca obrigou que o PCO retirasse sua tenda, mesmo que não estivesse infringindo nenhuma lei e desta forma impediu a continuidade da atividade.

Em meio a esta situação, os militantes do PCO declararam continuar a atividade com a venda de jornal e panfletos, não abaixando a cabeça para a repressão. Esta medida foi ovacionada pelos presentes, que em maioria estavam em defesa do partido.

A atividade do PCO de retomar as ruas ocorreu em todo o País neste domingo. A volta dos mutirões é um novo passo do partido na campanha em defesa da candidatura de Lula e de seus direitos democráticos.

A ação ocorrida na manha deste domingo em Curitiba deixa claro que o País está sob uma ditadura dos golpistas. Não só os direitos de Lula são perseguidos, como também os de toda a população. Por isso, é fundamental que o partido se mantenha nas ruas impulsionando cada vez mais a mobilização popular. Confrontar a burguesia nas ruas é a única alternativa para a classe trabalhadora quebrar esta repressão brutal sobre os trabalhadores.

Curitiba em especial tornou-se um centro de repressão. Não só com a atividade política diretamente, mas também com o famoso toque de recolher, onde a polícia reprime de maneira brutal a população, sobretudo a juventude em bares e restaurantes da cidade.

Caso muito parecido ocorreu neste sábado no Largo da Ordem. Local muito frequentado pela juventude, com típicos bares e festas, o local se tornou um ponto de repressão da policia militar todas as noites. Fechando bares a força, perseguindo os presentes e atuando de maneira brutal, a política de repressão da burguesia fez de Curitiba um grande ponto de esmagamento da população.

Sendo assim, não abandonar as ruas é um dever de qualquer organização de que coloque na luta contra Bolsonaro e os golpistas. O PCO continuará firme nas ruas de Curitiba e todo país na luta pelos direitos de Lula e pelo Fora Bolsonaro.

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