“Mussolini de Maringá”: agente do golpe, do imperialismo e da extrema-direita, Moro defende a ditadura militar

moro Hitler

O ex-juiz Sérgio Moro tem planos, parece evidente, para seu futuro político. Ele e os procuradores da Lava Jato. Todos agentes do imperialismo, inimigos do Brasil (dos pobres, dos trabalhadores).

Resta claro, também, que é um golpista sem pudor algum. Atuou durante o julgamento da Ação Penal nº 470, no Supremo Tribunal Federal, como auxiliar da ministra Rosa Weber, aquela que condenou José Dirceu e admitiu tê-lo feito mesmo sem provas. Há suspeitas de que foi Moro que escreveu o voto da ministra.

Foi também o mais ferrenho perseguidor do ex-presidente Lula, a quem condenou, sem provas, e que mandou prender quando a sentença foi confirmada por seus amigos do TRF-4, igualmente sem provas. Fez tudo isso de olho no relógio, no calendário. Lula tinha que ser condenado e preso antes das eleições de 2018. Depois de preso, a “conexão Curitiba” fez de tudo para garantir que os direitos políticos de Lula fossem cassados e que ele sequer pudesse ser visto, ouvido, entrevistado ou citado, em aberta violação da Constituição.

Depois de tirar o ex-presidente Lula da corrida eleitoral, ele que, segundo as pesquisas tinha chances de ganhar no primeiro turno (pesquisas sob domínio da própria direita, é bom que se diga), a extrema-direita fez todo o possível para assegurar que o candidato dela vencesse, completando a fraude das eleições de 2018. Nas condições de total repúdio popular dos partidos tradicionais da burguesia e dos seus candidatos, só restou à burguesia golpista se agrupar em torno da eleição de  ser Jair Bolsonaro.

O fascista chegou ao poder, “legitimado”pela campanha dos grandes monopólios e de todo o regime político a favor da legitimidade das eleições mais fraudulentas dos últimos tempos. Que faz o juiz Sérgio Moro? aceita um cargo (ou melhor, ele foi consultado antes mesmo do segundo turno sobre a ida para o Governo) no governo fraudulento de Jair Bolsonaro, cuja eleição não teria sido possível sem a sua decisiva participação na perseguição e cassação ilegal dos direitos políticos de Lula.

Participou da fraude e ganhou como prêmio o cargo de Ministro da Justiça no governo de extrema-direita e, quem sabe, a promessa de ser indicado futuramente para o STF.

Alguns dizem, com alguma razão, que o juiz de Curitiba visa ao próprio Planalto. Veremos. O que está claro é que ele se alinha completamente com o fascista que atualmente desgoverna o país.

Não é por outro motivo que recentemente foi confrontado para assumir um lado na contenda criada pelos fascistas de plantão sobre se houve ou não um golpe de Estado em 1964. Mais do que o Golpe, negam as atrocidades que a ditadura decorrente do golpe perpetrou, entre censura, cassação, tortura, assassinato e exílio.

Moro simplesmente foge do assunto, não assume um lado, chama o golpe de erro, para não ter que dizer que também não acredita em golpe, que também é admirador de torturador e de assassinos. Moro é tão fascista como seu chefe. Defende um governo nascido de uma fraude (da qual ele participou ativamente), um fascista envergonhado, mas um fascista.

Golpista e fascista! É assim que entrará para a história o outrora ícone da luta contra a corrupção. Não por outra razão recebeu a alcunha de ‘Mussolini de Maringá’, cai-lhe bem.