Música politizada
Em tempos difíceis, setor de artistas da categoria musical, começam a se posicionar lançando manifesto e polariza opiniões
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Uma foto em uma barraca de rua em Xixón. | Foto por Paco

Um grupo de músicos soltou na internet, no site “Música de Praxis”, um manifesto se posicionando contra o capitalismo e questionando qual é o papel do músico neste sistema que está a muito tempo ruindo e caminha para falência, chegando ao fim. Sendo que agora é o momento em que o setor artístico começa a entender sua posição, seu lugar no sistema capitalista, que claro, não faz parte da alta-burguesia e se aproxima mais do trabalhador, sofrendo da mesma maneira que a maioria esmagadora da população sofre com a exploração por aqueles que estão no poder.

Sendo assim, entende-se que parte da música, dentro de um contexto capitalista, como arte, expressa as angústias que a sociedade sofre nessa situação atual que está aí desde o auge do sistema. Esta arte, como várias outras, foi industrializada e comercializada e servem, também, para a concentração de renda dos empresários do ramo, não dos produtores.

O que vem agora é uma compreensão maior das músicas mais populares, da periferia, como expressões maiores dos movimentos populares, pois o acirramento da burguesia para se manter no poder ainda é maior, sendo que após a crise de 2008 o sistema ficou ameaçado e os questionamentos sobre seu funcionamento está vindo a tona.

Ao invés daquilo que antes ficava apenas em expressões vagas de grupos seletivos, identitários, a música como expressão tem uma importância muito grande no crescimento na área social, fazendo parte da vida dos trabalhadores comuns e tendo destaque em várias áreas de estudo, embora tenha o desdém do mercado e a seja difícil a luta por melhores condições, se faz necessário críticas mais duras a exploração da classe operária.

“Por fim, acreditamos que a música possui uma dimensão política evidente assim como os músicos possuem um potencial político-organizativo que precisa se desenvolver a partir de uma visão de conjunto. Sindicatos, associações, movimentos populares e culturais cumprirão um papel importante na luta contra a burguesia em nosso tempo. Os desafios impostos pela atual tendência de acirramento da luta de classes permitem caminhar na construção de novas formas de organização política dos músicos, que podem se reconhecer como integrantes da classe trabalhadora em antagonismo com o capital.” diz o parágrafo final do manifesto que pode ser lido na íntegra no site: https://www.musicanapraxis.com/sobre.php

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