Muro de Seul: Coreia do Sul pode prender coreanos que fumarem maconha no Canadá, onde o consumo é legalizado

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A imprensa imperialista internacional apresenta suas matérias e notícias separando claramente os países que são os seus principais aliados e os que são os seus principais inimigos. Um do seus maiores desafetos é o governo da Coreia do Norte, governado por Kim Jong-un, país onde a burguesia foi expropriada em uma revolução popular no final da segunda guerra mundial, caindo sob o domínio da União Soviética.

A campanha imperialista contra a Coreia do Norte passa por apresentar a sua contraparte capitalista, a Coreia do Sul, como um paraíso da democracia e um dos ícones do aparente sucesso da política neoliberal. No entanto, a ‘democrática’ Coreia do Sul tem apresentado uma série de problemas de grande envergadura. Uma das suas principais empresas de tecnologia, a Samsung, foi absorvida pelo ‘mercado internacional’. A primeira presidenta eleita da história da Coreia do Sul, Park Geun-hye, foi derrubada por um processo de impeachment definitivamente em 10 de março de 2017 (data correspondente ao calendário local). Park foi acusada por corrupção envolvendo a Samsung e foi condenada à prisão perpétua! Essa história soa familiar, caro leitor?

Pois bem, o bastião da democracia, o governo da Coreia do Sul, inovou mais uma vez em termos de repressão. De acordo com matéria publicada na Folha de S. Paulo, a embaixada da Coreia do Sul no Canadá, país que legalizou o consumo recreativo de maconha, teria feito um duro anunciado nas redes sociais.

Disseram: “Mesmo que os sul-coreanos estejam em uma região onde a maconha é legal, é ilegal para eles consumirem. Por favor, tomem cuidado para não cometerem nenhuma ação ilegal e serem punidos”. A matéria diz ainda que é comum que sul-coreanos sejam presos ao retornar ao país por ter consumido drogas ou se envolvido com apostas estando em território estrangeiro, e que uma das principais ferramentas para a coleta de provas contra os sul-coreanos seriam postagens nas redes sociais. Esse sistema de perseguição política deve ser observado com muita atenção pela esquerda brasileira, como pequeno aperitivo do menu que os golpistas planejam para o povo brasileiro.

Já na Coreia do Norte, por outro lado, aparentemente o consumo e a produção caseira de maconha é legalizada, embora seja muito difícil afirmar claramente dadas as condições diplomáticas de isolamento em que o país se encontra.

Afinal de contas, qual das Coreias é a democrática?