O que é cultura?
A Cultura deveria deveria ser usufruída e exercida diretamente pelo povo
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Foto: Ilustração de Munir |

Por Munir

A futura ex-secretária-atriz da pasta, perguntou, dias atrás, o que é Cultura. Foi uma pergunta sincera. Ela não sabe mesmo. Perguntou e saiu andando. Uma pessoa fútil, rasa, não iria se interessar por uma resposta consistente. Esta é uma das questões mais frequentes entre aqueles que encaram o tema com seriedade. A essa pergunta, cabem respostas. Várias. A que interessa mesmo, diz respeito às demandas populares. Poucas vezes a encontramos. Os especialistas na área, estão, em sua maioria, a serviço da burguesia.

Discute-se sobre a abrangência da palavra em si. Uns defendem que a cultura seja uma entidade parente da educação, que cumpre o papel de acumular conhecimentos, organizar idéias, como se fosse um livro de receitas ilustrado, onde se ensina como reproduzir o sabor original de cada prato. Outros vaticinam que Cultura é a cereja do bolo, a parte mais apreciada, rara – e por analogia, destinado a poucos – encontrada apenas em salões chiques. Outros ainda, partem para a simplificação. Maravilham-se com as lantejoulas do bloco de maracatu – mas não ressaltam sua origem predominantemente negra, oriunda dos trabalhadores, portanto pertencente ao universo proletário.

O que há de pior no entanto, são os que se apropriam das manifestações populares, usurpando delas seu sentido libertário, transformando-nas em seu contrário, como é o caso do funk da ostentação. Como é o teatro de Brecht para platéias seletas. Como é o caso da feijoada servida nos caros restaurantes de classe média.

Aqui chegamos ao ponto. Não há Cultura ou manifestação cultural que não tenha tido origem entre os trabalhadores. O software mais usado no mundo foi criado por um programador, que utiliza uma técnica baseada em princípios de aritmética. Esta, por sua vez, tem origem na necessidade humana de calcular a produção, visando racionalizar o trabalho. Sua origem se perde no tempo, mas certamente é fruto da inteligência dos que produzem, os trabalhadores.

O requintado oboé que vemos numa orquestra sinfônica é resultado da evolução do instrumento de sopro mais remoto, possivelmente uma pequena flauta de osso ou de bambu, elaborada pelas mãos rudes de um trabalhador ancestral.

Cultura é uma manifestação do povo. É um bem que, como a mercadoria trabalho, não pertence a ninguém, a não ser ao próprio trabalhador. Como tal, deve servir a ele, satisfazer suas necessidades materiais e simbólicas, o que inclui a luta contra seu opressor de classe.

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