Municípios que ficaram sem médicos com a saída dos cubanos não estão no edital aberto pelo governo golpista

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Da redação – O governo golpista de Michel Temer retirou 1.600 vagas de mil municípios que estavam a espera da substituição dos 8.500 médicos cubanos que foram expulsos do programa Mais Médicos pelas imposições feitas pelo presidente ilegítimo eleito pela fraude, Jair Bolsonaro.

“Os municípios que ficaram sem médico, pela falta de reposição dos cubanos, foram bloqueados e não constam na lista de opções para receber profissionais nesse novo edital”, reclamou na semana passada a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Piauí, Leopoldina Cipriano, à Rede Brasil Atual.

Em encontro realizado na semana passada, os secretários municipais de Saúde de todo o País se reuniram em evento para discutir essa crise, no qual destacaram as dificuldades que estão enfrentando devido ao bloqueio do Ministério da Saúde a tais municípios.

“Estamos insistindo nessa reposição há meses, principalmente por conta desse bloqueio que os municípios sofrem caso fiquem sem médicos; são mais de 1.600 vagas de reposição em quase 1.000 municípios”, disse o vice-presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O governo golpista de Temer, aliado de maneira absoluta ao futuro governo Bolsonaro, busca manipular a situação envolvendo os médicos cubanos. Primeiro, não bancou a viagem de volta dos cubanos, afirmando falsamente que a culpa pela sua saída foi do governo de Cuba. Agora, diz que grande parte das vagas deixadas pelos cubanos já foi preenchida, como se os médicos cubanos não fizessem falta e os brasileiros estivessem dispostos a ir aos rincões onde os cubanos trabalhavam.

Entretanto, percebe-se a clara manipulação sobre o suposto preenchimento da vagas, uma vez que elas foram diminuídas, para dizer que estão sendo preenchidas de maneira satisfatória. Mas enganam o povo ao retirar o número de vagas, ou seja, o número de médicos que estarão cuidando da população no lugar dos cubanos.

De acordo com o Ministério da Saúde, 96% das vagas foram preenchidas. Mas há menos vagas, o que facilita o preenchimento. A verdade é que, sem os cubanos, parte dos municípios do Brasil ficará sem médicos.