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Mundo louco: no Brasil, sionistas apoiam o nazista Bolsonaro

Não é novidade nenhuma que Bolsonaro orgulha-se em defender teses francamente nazistas como a violência aos negros e homossexuais, a eugenia, que segundo ele deveria ser política pública para a esterilização forçada da população pobre, e recentemente até mesmo o genocídio, uma vez que, para ele, que a solução para a criminalidade seria “metralhar a favela da Rocinha”.

Defendendo posições de extrema direita, que sempre foi o cão raivoso da burguesia contra a classe operária em geral, não é mesmo de causar nenhuma surpresa as aberrações que constantemente este cidadão vomita sobre a população brasileira.

O que realmente poderia causar espanto é a Associação Sionista Brasil/Israel, formada justamente de descendentes de uma das grandes vítimas do nazismo, os judeus, vir a público propagar aberto apoio aberto a este político francamente nazista.

A ASBI recentemente emitiu nota em que afirma textualmente que os membros daquela associação reconhecem em Bolsonaro “um amigo, um admirador da cultura e tradições judaicas e um defensor da soberania do Estado de Israel”.

Aos desavisados, este apoio poderia soar como uma reviravolta histórica do sionismo, que agora estaria apoiando defensores das teses de Hitler, mas é a própria nota da ASBI quem dá todas as coordenadas para a compreensão dos motivos reais que explicam este alinhamento com Bolsonaro.

A nota segue dizendo que a associação acredita na “sinceridade e empenho” de Bolsonaro para “combater a ideologia marxista” que estaria “destruindo” o Brasil.

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Ou seja, o que a ASBI faz é deixar claro que o núcleo duro da burguesia internacional, o movimento sionista, que é responsável em grande medida pelo controle de todas as políticas imperialistas do mundo, em sua sucursal brasileira, tem plena consciência de que a situação política e econômica do Brasil após o golpe de Estado promovido por aquele mesmo imperialismo, podem levar a classe operária a se mobilizar em ações de cunho revolucionário, e isto em futuro próximo.

Por isso não há surpresa alguma. É que em situações “emergenciais” como esta, a burguesia sempre lançou mão dos regimes fascistas, dos quais o nazismo é uma espécie, a fim de tentar arrasar com toda e qualquer organização e luta da classe operária. Isto ocorreu não só na Alemanha, mas também na Espanha, Portugal, Itália dentre outros países, e no Brasil já se demonstra que não será diferente.

Por isto, a classe operária não pode cair na confusão moralista de acreditar que somente pelo fato de que os judeus foram no passado uma das vítimas do fascismo alemão que eles agora não estariam impondo a outros povos as mesmas políticas de seus antigos opressores. Basta ver do que eles, judeus, estão sendo capazes no mundo árabe para desaparecer toda e qualquer ilusão sobre o atual caráter francamente imperialista das lideranças daquele povo, e particularmente, do movimento sionista.

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A política golpista implantada pelo imperialismo no mundo inteiro pode ser vista como uma ação desesperada para tentar postergar o fim inevitável do capitalismo que cada vez mais se demonstra estar em estado terminal.

No Brasil, esta política está levando nossa economia ao caos e a nossa política a um verdadeiro “tsunami social” que poderá facilmente ganhar contornos revolucionários. A burguesia sabe bem disto, e, não por outro motivo é que francamente apoia os seus velhos aliados fascistas, que, conforme textualmente afirma a ASBI, representam “a única oportunidade” para o país se “livrar deste câncer”, que é como eles qualificam o movimento operário.

Daí já se vê que é de extrema importância, verdadeira questão de sobrevivência para o movimento operário, o combate duro, sistemático e sem hesitações à extrema direita, que não pode avançar de forma alguma, mas, pelo contrário, terá de ser integralmente esmagada pela esquerda, a fim de que não se repitam nunca mais as tragédias do século XX que ceifaram mais de 50 milhões de vidas, não só nos campos de extermínio nazistas, mas também por toda a destruição causada pelo maior conflito armado da história humana, que certamente não teria ocorrido se a extrema direita alemã tivesse sido vencida pelos operários então em luta naquele país.

 



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