Mulheres são 75% dos funcionários da saúde privada e só 8% dos presidentes

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Nos Estados Unidos são frequentemente apresentados como um suposto exemplo de igualdade entre homens e mulheres no setor da Saúde. No entanto, dados recentes atestam o contrário: a esmagadora maioria das mulheres norte-americanas só conseguem emprego nos níveis mais baixos da carreira do setor da Saúde.

O que chama atenção no caso do setor da Saúde norte-americano é que 77% dos empregados são mulheres. Contudo, no nível executivo, as mulheres são explícita minoria.

Segundo um levantamento do instituto norte-americano Bureau of Labor Statistics (BLS) – algo que pode ser traduzido como instituto de estatísticas trabalhistas -, quanto mais alto o nível de carreira, mais escassas se tornam as mulheres. Entre os pagadores e fornecedores, que são o ramo que mais concentra mulheres no setor da Saúde, as mulheres representam cerca de 75% do número total de empregados iniciantes, isto é, que recebem os piores salários.

No caso dos gerentes, que estão em um nível salarial um pouco maior que os empregados iniciantes, as mulheres ainda predominam entre os pagadores e fornecedores: 64%. No entanto, os cargos de executivo-sênior e de CEO, que são os mais altos no setor da Saúde, escancaram a desigualdade entre homens e mulheres: apenas 34% dos primeiros são mulheres, enquanto 18% dos últimos correspondem ao sexo feminino.

O caso do ramo da farmácia é ainda mais gritante no que refere à ausência de mulheres em cargos executivos. Apenas 17% dos executivos-sênior são mulheres, enquanto somente 2% dos que trabalham como CEO são do sexo feminino.

A profunda desigualdade entre homens e mulheres nos cargos mais altos do setor da Saúde é resultado direto da política neoliberal. As mulheres são propositalmente marginalizadas pela sociedade capitalista, pois necessitam de maior assistência social – como no caso da construção de creches, do direito ao aborto, da assistência à gravidez etc.

O único interesse dos capitalistas é explorar os trabalhadores para obter lucro. Diante disso, as perspectivas de a mulher conseguir ascender socialmente são sistematicamente minadas pelos patrões, uma vez que as demandas de assistência são vistas como improdutivas, como prejuízo.