Mulher foi espancada e assassinada por policiais militares

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No dia 13 de abril de 2016 mais uma mulher, oriunda da periferia, homossexual e negra, morreu vítima de abuso policial. Luana Barbosa dos Reis foi brutalmente espancada por três fascistas da Polícia Militar enquanto levava seu filho para aula de informática.

O inquérito realizado pela Polícia Civil de Ribeirão Preto constatou que a morte de Luana foi causada por traumatismo crânio-encefálico e isquemia cerebral, oriundos das agressões. Ela ficou cinco dias internada no Hospital das Clínicas (HC-UE), mas não conseguiu sobreviver.

A justificativa para morte é tão absurda quanto o fato em si. Luana foi morta pois, ao levar seu filho, de 14 anos, para aula, ao ser parada pela Polícia para uma revista, solicitou que a mesma fosse realizada por uma policial mulher. Os três fascistas, então, iniciaram as agressões que ocasionaram a morte dela. Em reportagem lançada em 12 de abril pelo Alma Preta, foi constatado que, dos três policiais, fascistas e agressores, um já está nas ruas, cometendo mais atrocidades. Os outros dois seguem, supostamente, em atividades administrativas.

Segundo relato da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi encerrado e aguarda decisão judicial em relação aos policiais. Cabe agora ao Ministério Público denunciar, ou não, os acusados. O que se sabe, porém, é que o caso de Luana foi apenas mais um, entre tantos outros crimes as mulheres, que ocorrem diariamente, principalmente nas periferias.

Com o avanço do golpe, os direitos das mulheres estão sendo massacrados pelas políticas da direita. Torna-se cada vez mais evidente o papel que a mulher exerce na sociedade capitalista, bem como o caráter fascista da polícia e daqueles que, ilegitimamente, estão no poder. Torna-se, assim, urgente a necessidade da compreensão de que a luta das mulheres deve ser a luta política. Lutar contra o golpe, os avanços da direita, bem como contra a intervenção militar que se alastra. Os problemas na segurança, como se sabe, são uma farsa para justificar um regime militar no país. Com o vigoramento desse, os direitos das mulheres são retirados em sua totalidade, ficando todas elas ainda mais a mercê dos fascistas. Lutar contra o golpe e contra a retirada de direitos. Com fascista não se dialoga, se combate.