Após ser acusada pela própria médica que a atendeu, a jovem de 21 anos que iria ser julgada sob acusação de aborto teve sua absolvição concedida. Fato é, que a perseguição incessante contra a as mulheres tem sido algo contínuo e escancarado no que diz respeito à garantia de direitos básicos. Todas as provas que foram utilizadas para manter a acusação contra a jovem foram consideradas ilícitas, visto que, as mesmas foram obtidas através da violação da privacidade da paciente no que consta acerca da ética médica.

O ocorrido serve como uma demonstração direta e clara sobre como a questões da mulher é tratada no País. Além da criminalização da mulher que o próprio Estado garante por meio da aplicação de leis que restringem a liberdade da mesma, também torna todos os órgãos públicos inimigos da mulher, os mesmos que deveriam ampara-la. Esse é um exemplo muito claro, quando uma médica viola a política de privacidade entre médico e paciente para que imediatamente a entregue nas mãos daqueles que colaboram para o aumento da opressão das mulheres.

O caso faz parte de um grupo que integra 30 pedidos de habeas corpus impetrados pela Defensoria Pública de São Paulo em favor das mulheres que estão sendo criminalizadas pela prática de aborto. Isso evidencia que a luta das mulheres por sua emancipação é algo urgente e que precisa estar na ordem do dia. A criminalização do aborto é uma das grandes responsáveis pela morte de milhares de mulheres em clínicas clandestinas. O que está colocado é uma questão de saúde pública e não uma questão moral como a direita obscurantista trata.

Nesse sentido, as mulheres devem estar organizadas diante da luta pelo fim de sua criminalização e pela legalização imediata do direito ao aborto. Logo, a luta das mulheres deve estar engajada na luta por sua emancipação, somente uma luta direta contra o sistema capitalista que as oprime resultará efetivamente em sua liberdade.

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