Mudou: agora a imprensa burguesa acha que a ONU não serve para nada

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A recente resolução do Comitê de Direitos Humanos da ONU recomendando que o governo brasileiro  garanta os direitos eleitorais e Lula de participar das próximas eleições como candidato, gerou uma avalanche de críticas por parte do “Partido da Imprensa Golpista” – PIG, sobre a obrigatoriedade ou não do governo acatar a decisão.

Como bem sabemos, a ONU é um instrumento do imperialismo para garantir a sua política de dominação mundial. É a partir dessa organização que os “donos do mundo” aprovam todo tipo de guerras e massacres contra os diferentes países do globo.

Um dos exemplos mais patentes da política pró-imperialista da das Organizações das Nações Unidas é justamente e o da absoluta conivência com o cotidiano massacre do povo palestino pelo Estado de tipo fascista israelense.

O posicionamento do Comitê de Direitos Humanos sobre a garantia dos direitos elementares da candidatura do principal líder popular do Brasil, poderia, à primeira vista, parecer como uma contradição na política desse organismo. E de fato o é, mas não podemos esquecer que a ONU tem apoiado sistematicamente a política de golpes do imperialismo para a América Latina. A condenação da Venezuela e da Bolívia como estados ditatoriais em contraposição ao Brasil e o Equador, por exemplo, países com golpes de Estado em curso, como democracias.

Mas então, por que uma resolução que favorece Lula? Porque existe uma divisão no interior do imperialismo diante do receio do aprofundamento da polarização política, colocando cada vez mais o país na rota de uma explosão popular.

Pelo resultado alcançado pela resolução, fica claro que se trata de um setor marginal dentro do próprio imperialismo, como bem foi demostrado pelos golpistas brasileiros. A política da ONU pode muito bem ser considerada como “letra morta”, quando ela se coloca em oposição, por menor que seja, aos elementos que verdadeiramente mandam no Brasil, o imperialismo norte-americano e o grande capital nacional a ele atrelado.