Governador genocida
Sem vacina, a burguesia Mato-Grossense, através de Mauro Mendes, quer assassinar alunos e trabalhadores da educação.
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Alunos, a comunidade escolar e os educadores devem se organizar contra Mendes | Foto: Coletivo de Trabalhadores da Educação Pública de MT
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Alunos, a comunidade escolar e os educadores devem se organizar contra Mendes | Foto: Coletivo de Trabalhadores da Educação Pública de MT

Mauro Mendes, bolsonarista filiado ao DEM, partido da ditadura militar, não cansa de castigar o povo com suas políticas de massacre aos pobres e de benefícios à burguesia estadual. O governador, que é um dos empresários mato-grossenses mais ricos, muito fez para que a população confrontasse sozinha a pandemia sem qualquer plano eficaz contra a mesma. Ele agora lança mais uma: declara que as aulas presenciais da educação básica retornarão em fevereiro, com ou sem vacina, em um claro experimento genocida. Não há grandes novidades aqui, pois o governador, através da Secretaria de Educação – SEDUC, ensaiou retornos presenciais dos alunos mesmo nas piores fases de contaminação no estado, inclusive sendo barrado pelo Ministério Público em uma delas.

Os dados sobre a disseminação do Coronavírus no Mato Grosso são considerados alarmantes. É um estado de baixa densidade demográfica (pouco mais de 3.5 milhões de habitantes), porém são quase 5 mil óbitos oficiais. Paralelo a isso, o número de mortes por covid em janeiro de 2021 se aproxima aos piores índices desde o início da pandemia: foram 31 pessoas mortas na última segunda, dia 04. Do mesmo modo, pouco falta para o colapso do sistema de saúde da capital, Cuiabá, com quase 80% dos leitos ocupados. Porém, para o governador, importante mesmo é simular um ritmo normal das coisas, esquecer que há uma doença fatal se disseminando, afinal quem morre mesmo é o pobre que não tem atendimento. E para Mauro Mendes e o estado burguês pobre não vale nada. A vida do trabalhador, para o estado capitalista burguês e seus representantes, é mera mercadoria substituível e fonte geradora de lucro para o capitalismo.

Segundo nota divulgada pela secretaria de educação do Mato Grosso, as atividades presenciais de educação têm retorno confirmado para o dia 1° de fevereiro através do sistema híbrido, ou seja, semipresencial. Os primeiros a se apresentarem serão os professores, diretores, coordenadores e demais trabalhadores da escola para a semana pedagógica, que acontecerá entre os dias 1 e 5. Logo em seguida, dia 08 do referido mês, os alunos retornarão para as aulas, sem vacina, sem estruturas escolares adequadas, mas com revezamento, para que assim a burguesia, com seu representante máximo do estado, o governador, lancem mão da hipocrisia e digam que com o revezamento, estão fazendo algo para prevenir a propagação da doença.

Na verdade, o governador nada fez e nada está fazendo para conter a pandemia. Ao contrário, aplicou de modo ferrenho a estratégia da burguesia de salvar a economia aos custos da morte do pobre, do trabalhador. Todos os transportes públicos lotados, comércios aglomerados. Nenhum plano de testes ou vacinação para a população. E agora não é diferente. Para manter o discurso de ‘normalidade’ e mais uma vez impulsionar atividades econômicas que giram em torno da educação, a burguesia mato-grossense quer, mais uma vez, sacrificar os filhos e a família dos trabalhadores.

É a política do salve-se quem puder: os filhos do governador, obviamente, jamais estarão expostos ao vírus, não precisam, nunca precisaram e nunca precisarão usar transportes coletivos, pegar ônibus lotados para chegar até a escola ou qualquer lugar. Eles têm acesso aos melhores professores e às melhores estruturas mesmo em época de pandemia. Igualmente, os pupilos de Mauro Mendes não sabem como são as escolas públicas sucateadas do Estado, que há muito tempo o SINTEP e professores denunciam serem espaços insalubres, inabitáveis, em função do descaso político à educação do estado. São mais de 400 escolas com problemas severos de estrutura, sem espaços de higiene pessoal adequado, salas de aulas caindo aos pedaços, banheiros totalmente despreparados para o uso, sem o mínimo de saneamento básico, sem acesso à água potável, sabonete, muito menos álcool em gel. Quem conhece muito bem essa realidade são os filhos dos trabalhadores que vão todos os dias estudar em escolas assim, abandonadas por Mauro Mendes, o governador que nunca fez nada em prol da educação, nem dos estudantes, nem dos professores desde o início de seu mandato.

Os filhos do governador também não sabem o que é não ter assistência médica adequada. A primeira-dama ou os pupilos de Mauro Mendes, se infectados, têm à sua disposição uma medicina de alta tecnologia. Quem sabe viajarão de jatinho a São Paulo para se tratar em um dos melhores hospitais privados, como fez o deputado Eduardo Botelho, outro bolsonarista do DEM e apoiador do governador golpista. Enquanto isso, o filho do trabalhador e toda a sua família, se contaminados, são convidados a penar em suas próprias casas, sem assistência alguma. Irão para o postinho de saúde do bairro, para a UPA ou para o Hospital público, todos eles sucateados por políticas destruidoras do SUS, e retornarão às suas casas para morrerem com a doença ou se curarem pela sorte, afinal o descaso do governador com o pobre mostra que, para Mauro Mendes, o pobre que se vire.

É impossível o retorno às aulas presenciais sem testes e vacinação massiva, porém, o Mato Grosso se posiciona na contramão desta realidade: não possui nenhum plano de imunização. De qualquer modo, outros estados do país que dizem tê-lo, trabalhadores da educação e alunos não são classificados como prioritários na fila de atendimento. Isso indica que possivelmente não seria diferente no Mato Grosso. E não é do interesse da burguesia imuniza-los, ao contrário: assim como Bolsonaro, que nada fez para conter o vírus no país, o apelidado Mauro Mente, ao aplicar este experimento genocida, visa simplesmente testar quantos trabalhadores da educação, alunos e familiares de alunos morrerão contaminados em função do retorno às aulas presenciais sem vacina, tudo isso para “salvar a economia”.

O país se aproxima de 200 mil mortes em números oficiais, mas inúmeras pesquisas apontam que os dados reais podem ser infinitamente maiores, já que testes e mapeamento da propagação da doença nunca foi objetivo do presidente golpista, nem dos governadores. O retorno às aulas presenciais em situação tão adversa apenas beneficia a burguesia, que visa lucros com a movimentação normal das aulas. Frente a mais esse ataque contra os trabalhadores, os estudantes e os profissionais da educação, é imprescindível que toda a população se organize para lutar contra o retorno às atividades presenciais sem vacina. Os alunos podem se organizar em comitês de lutas estudantis, os trabalhadores da educação devem fortalecer os sindicatos e impulsioná-los em ações combativas que representam a base da categoria para dizer que o retorno às aulas só acontecerá com a vacina ou, em outro caso, todos farão greve contra o ataque da burguesia às vidas dos trabalhadores.

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