Ato Fora Bolsonaro
Apesar da capitulaçã e dos flertes com a Polícia Militar, o povo foi para a rua em Cuiabá (MT), pois quer o Fora Bolsonaro e todos os golpistas.
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Manifestes estavam nas ruas pelo Fora Bolsonaro | Imagem: arquivo DCO

Trabalhadores, manifestantes individuais, representantes sindicais e coletivos, entre outros, compareceram ao ato Fora Bolsonaro, que aconteceu em Cuiabá neste domingo, 7 de junho de 2020, com o objetivo de pedir o fim do governo Bolsonaro e suas políticas de guerra aos cidadãos, de lutar contra o fascismo e o racismo.  A construção desse ato teve início com o chamamento de toda a população do Mato Grosso a partir da palavra de ordem “Fora Bolsonaro”. Porém setores pequeno burgueses da organização tentaram impulsionar a desvalorização dessa palavra de ordem por considera-la, aparentemente, pouco importante nesse momento da história do país.

Com cartazes e faixas pedindo o Fora Bolsonaro, a população mato-grossense  demonstrou que também não aguenta mais ser castigada pelas políticas neoliberais bolsonaristas, apesar da tentativa de capitulação do ato promovida pelos representantes da organização do evento que são confusos políticos influenciados por pensamentos de identitarismo liberal, que consideram mais valer a pena priorizar pautas de minorias individuais ao invés de reconhecer que, mais do que nunca, Bolsonaro é uma agressor de todas as minorias, com políticas de ataque a todas os grupos de oprimidos, pois o presidente não apenas põe em prática políticas de constante ataque a população como um todo, mas também promove agitação política fascista ao participar de atos impulsionados por seus seguidores neonazistas.

Para além disso, membros da organização do evento flertaram com aparatos policiais. Com a desculpa de ‘manter o evento pacífico’, aceitaram que representantes da PM fizessem parte da organização do evento e soubessem tudo o que os organizadores estavam planejando para o ato, cooperaram com a polícia e prometeram apontar pessoas ‘ditas’ baderneiras, atitude direitista de supervalorizar a coerção estatal enquanto penalizam possíveis atos de legítima revolta popular frente todas as desgraças promovidas pelo governo. Na verdade, a própria organização do ato dito antifascista, quis criminalizar representantes anarquistas ou antifascistas caso estes entrassem em confronto com a polícia ou com representantes fascistas que comparecessem ao evento, numa contraditória tentativa de fazer uma manifestação dita antifascista que se submeteu deploravelmente as ordens fascistas de coerção policial.

Como aprendizado por meio da prática de que não se deve fazer conluios com polícia, uma organizadora do evento quase foi presa ao ter um pequeno problema com os policiais em relação ao percurso que os militantes tomariam na rua, deixando claro que todo a manifestação seguia decisões da polícia, não do povo. Inclusive, em um dos momentos mais vergonhosos do ato, os manifestantes presentes foram convidados a deitar no chão simbolizando uma resistência pacífica a qualquer abuso da polícia.

Os presentes no ato, portanto, sofreram repressão e forte policiamento, seja pelo receio estatal frente ao momento social em que o desejo popular pela retirada do governo Bolsonaro fervilha, seja pela atitude vergonhosa dos coordenadores do ato em cooperação com as forças repressivas estatais. Estavam presentes, para conter e penalizar os manifestantes, o 1º Comando Regional de Cuiabá, a patrulha da 20ª Companhia de Força Tática, as unidades do Comando Especializado da PM do Mato Grosso, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e dos Batalhões de Trânsito, Cavalaria e Rotam. Podemos notar aqui como a fidedigna vontade do povo pelo fim do governo fascista de Bolsonaro abala as instituições Mato-grossenses.

 

Esse grupo de organizadores em todos os momentos buscou secundarizar a palavra de ordem “Fora Bolsonaro” e em priorizar palavras de ordens como “Vidas Negras Importam” em uma tradução literal de “black Lives matter”, inspirados nos protestos dos estados unidos. Ou ainda, vidas indígenas importam. Os organizadores fizeram isso por que, apesar de todas as tentativas de esclarecimento promovidas pelos representantes do PCO(ou promovidas por pessoas mais esclarecidas que acompanharam o desenvolvimento da construção do ato), os organizadores do evento são incapazes de perceber, justamente pelas influências ideológicas de um pensamento esquerdista liberal, que Bolsonaro é,  nesse momento, o maior agressor dos direitos das minorias, é quem mais promove agressão a vidas negras, as vidas indígenas, aos direitos das mulheres, dos quilombolas, a todos grupos de minorias, aos estudantes e aos trabalhadores em geral. Nesse sentido, esse grupo de capituladores acreditou que mais valeria apena focar em apontar o sofrimento de dois grupos de minorias, ou seja, negros e índios, mas ignorar ou secundarizar que sem tirar esse presidente, a agressão a esses grupos tende a se intensificar cada dia mais.

Independente dessas tentativas dos organizadores de colocar em segundo plano no ato o maior inimigo dos cidadãos, que é todo o governo militar bolsonarista, a população se fez presente, bradando fora Bolsonaro, pois sabem que para cada indivíduo, para cada trabalhador, para cada grupo de minorias, para cada estudante, há várias políticas de destruição de direitos promovidas por esse governo.

Veja imagens abaixo:

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