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Em entrevista à imprensa burguesa, o general Antônio Hamilton de Mourão declarou que o interventor do Rio de Janeiro, o general Braga Netto, é um “cachorro acuado” e que não vai conseguir resolver “dessa forma”. Mourão ainda afirmou que a intervenção no Rio de Janeiro – que, entre outras coisas, está fichando todos os moradores dos morros e conta com o apoio de generais que defendem plena impunidade para o Exército – é uma intervenção “meia-sola”. Ou seja, para Mourão, a intervenção deveria ser muito mais dura.

Ao se despedir do Exército, Mourão ainda reforçou seu apoio a Bolsonaro – que já proeteu fechar o Congresso – e fez uma homenagem ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ustra, que foi responsável por diversos crimes contra a humanidade, foi qualificado por Mourão como um “herói”.

As declarações contra Braga Netto e contra o caráter da intervenção do Rio de Janeiro não foram feitas apenas para causar intrigas ou polêmica. O recado de Mourão é muito claro: as contradições internas do bloco golpista, que impedem, ainda, que os militares assumam o todos os cargos do regime devem ser superadas imediatamente. Ou seja, os entraves que os militares vêm enfrentando – como o de ter de dar uma “justificativa” para a intervenção, lidar com a resistência de alguns setores da burguesia, permitir, em certa medida, o direito de manifestação do movimento popular e do movimento operário etc. – precisam ser rapidamente superados para que a intervenção no Rio de Janeiro se torne, o quanto antes, em um massacre humano.

Mourão não é uma voz isolada, tampouco um louco. Ele representa uma tendência extremamente perigosa das Forças Armadas e que exerce uma pressão no sentido de endurecer ainda mais a ala dita “moderada” – que de moderada não tem nada, pois são servos do imperialismo e vão até as últimas consequências para defender seus interesses. Com o aprofundamento do golpe, a possível prisão de Lula, a reforma da Previdência, as mazelas da desigualdade social e a reação popular, o Exército não hesitará em estabelecer um clima de terror para tentar “controlar” a situação.

A intervenção militar não é solução para nada. Pelo contrário: as declarações de Mourão mostra o caminho desastroso para onde ela tende a levar. Por isso, é necessário criar milhares de comitês de luta contra o golpe, mobilizando os trabalhadores contra a prisão de Lula e contra a intervenção no Rio de Janeiro.

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