Antônio Carlos Silva

João Caproni Pimenta

Sobre o João

João Jorge Caproni Pimenta é estudante de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Militante do Partido da Causa Operária (PCO) e coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Iniciou sua militância política e estudantil em Junho de 2013, quando a juventude e os trabalhadores realizaram uma grande mobilização contra o governo do Estado de São Paulo, então liderado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Responsável pela Agitação e Propaganda do PCO, João Caproni Pimenta é editor do Diário Causa Operária e da Causa Operária TV. Também é colunista do Jornal Causa Operária e co-autor do livro “A Era da Censura das Massas”, junto com Rui Costa Pimenta, presidente do Partido.

Cinismo sem fim

Mote da frente ampla: censurem as redes! Votem no Baleia Rossi!

Deputados da esquerda se desmoralizam em apoio a candidatos de direita, um desastre político

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A degradação política e moral de setores de esquerda-pequeno burguesa não tem limites. Parlamentares cretinos e arrivistas cuja opinião está a soldo esqueceram o que é ser de esquerda. Os eventos das últimas semanas mostraram que precisamos de uma redefinição do campo popular, uma reorganização, uma mudança de qualidade.

Militantes em todos os Estados vêem a lamentável cena da eleição para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Em uma, a ala direita do PT impôs ao partido o apoio ao candidato de Michel Temer, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP). O PSOL dividiu-se sobre uma tema essencial para a sobrevivência não do País, mas dos seus cargos parlamentares, se devem seguir o vexame petista já no 1º turno (e ganhar um cargo melhor), ou se devem esperar o 2º turno e tentar preservar alguma dignidade. Nem falemos do PCdoB, é o único que não se dividiu nesta eleição, estavam de mala e cuia com o candidato de Temer e Maia desde o início, falta pudor na bancada para abrir alguma divisão. 

As desculpas são nobres (e cínicas), uns dizem que devem impedir, custe o que custar, haja o que houver, que o candidato Arthur Lira, favorecido pelo fascista Bolsonaro, ganhe a eleição legislativa. Parece ótimo, derrotar Bolsonaro é sempre bom. Mas quem vai ganhar a eleição? Fica essa dúvida. Baleia Rossi, o “anti-bolsonaro”, foi bolsonarista 90% das vezes. Um total de 9 em cada 10 votos dele foram em favor da posição governista. Arthur Lira conseguiu discordar de Bolsonaro 12% das vezes, mais que Rossi. Trata-se de uma fraude completa falar que o MDB fará mais para os trabalhadores que Lira, são ambos inimigos mortais do trabalhador. São iguais? Não, mas as diferenças são sutis.

A fraseologia antifascista é apenas uma jusitificativa para uma colaboração vexaminosa da esquerda parlamentar com a direita, isto fica evidente pelas bancadas “progressitas” do Senado. Os senadores do PT fecharam posição, vão votar em Rodrigo Pacheco (DEM-RO), candidato apoiado por Bolsonaro. Perguntado sobre essa hipocrisia sem fim, o líder da bancada disse que vai votar com Bolsonaro pois “não tem candidato de oposição”. Se não tem, bastaria lançar um candidato.

Setores ultra-oportunistas e frente-amplistas dizem que não vale a pena “marcar posição” se não for “conseguir ganho real” na eleição. O ganho real é real mesmo, para algum parlamentar, para o povo é só prêmio de consolação. 

Marcar posição na verdade significa fazer política. A esquerda deveria se preocupar com o que povo vai achar dessa orgia política que estão promovendo no Congresso. O trabalhador politizado vê essa baixaria e perde confiança nos partidos envolvidos, e não está errado. Um senador que “leiloa” seu voto por vantagens dentro do parlamento não merece confiança alguma.

Se a esquerda lançasse candidato próprio e se não apoiasse a direita, ficaria sem cargo algum, é verdade. Mas reteria o respeito dos ativistas, o apoio do trabalhador consciente, estaria tendo uma posição principista, que não viria sem ganhos políticos. Mas fica a dúvida, estes 500 picaretas com anel de doutor no dedo, como Lula uma vez descreveu o Congresso, ligam para o que pensam os trabalhadores e a militância? Parece que só se lembram deles de quatro em quatro anos.

A falta de princípios se evidencia novamente no caso da censura promovida pelas redes sociais. Ativistas dos direitos individuais ficaram atônitos ao verem o Twitter derrubar a conta de Donald Trump. Um especialista no tema, Edward Snowden, chamou o ocorrido de “ponto de inflexão” para a liberdade de expressão no espaço digital; ele não estava errado. O presidente russo, um dos mais hábeis políticos burgueses do mundo, Vladimir Putin atacou a censura, dizendo que os monopólios das redes restringem direitos inalienáveis como o de expressão.

A esquerda, no entanto, aplaudiu de pé! Dirigentes do PSOL como o Deputado Marcelo Freixo disseram que o Twitter pôs uma focinheira no presidente direitista. Valério Arcary chegou a dizer “nenhuma liberdade aos inimigos da liberdade”, intelectuais rapidamente defenderam o gigantesco monopólio.

A focinheira de Freixo não tardou em recair sobre a boca do povo. O Twitter lançou um fulminante ataque e censurou a Assembleia Constituinte da Venezuela. O Facebook derrubou o Socialist Worker’s Party do Reino Unido. De repente, como se num passe de mágica, o “inimigo da liberdade” virou nós mesmos!

É curioso que estes senhores tenham posição tão rígida com o inimigo da liberdade, Trump, mas tão leniente com o inimigo da liberdade Baleia Rossi. Freixo armou uma pequena crise, ele defendia que o PSOL apoia-se o MDB já na primeira hora, Arcary acha que é bom fingir ter algum pudor, propõe votar nele no 2º turno. Em um caso, o inimigo do povo não pode nem falar, no outro, já que se tem algo a ganhar, pode-se até votar no candidato de Temer, o homem que acabou com a democracia, ou até no candidato de Bolsonaro.

A frente ampla é isso, uma fraude completa, uma aliança com carrascos do povo para satisfazer interesse miúdos e mesquinhos.

Da forma que está, a esquerda precisa de uma verdadeira revolução interna, isto, companheiros só pode se dar com a reorganização da esquerda em partido classista, operário e revolucionário e de massas. Não dá para aguentar estes absurdos mais nem um dia.

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Às ruas por fora Bolsonaro, emprego e contra as privatizações - Análise Sindical (Reprise)

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