Um programa que busca mostrar como o cinema paulista se renovou a partir de uma geração de cineastas independentes, e que fizeram seus primeiros longas de ficção nos anos 1980, teve início no dia 28 de março, no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.

O projeto ganhou o nome de Cinema Paulista Já! e é uma idealização de Isa Castro, diretora cultural do MIS. A mostra trará em cada edição, um personagem desta geração e uma retrospectiva de seus filmes. O primeiro convidado é Alain Fresnot, diretor de filmes como Lua cheia, Ed Mort e Desmundo.

Além disso, o Museu também realizou uma exposição composta por fotos, cartazes e roteiros de filmes que traçam a carreira cinematográfica de Alain Fresnot, e incluiu uma retrospectiva de suas obras de artes plásticas produzidas nos últimos dez anos.

O projeto não deixou de fora de sua programação algumas surpresas como um show do cineasta na abertura.

Só pra constar, cinema independente é um tipo de produção de cinema, cujo resultado é um filme produzido com pouca ou nenhuma interferência de um grande estúdio de cinema. Além de ser produzido e distribuído por empresas de entretenimento independentes, os filmes independentes também são produzidos e/ou distribuídos por subsidiárias de grandes estúdios de cinema. Filmes independentes são, por vezes, distinguíveis por seu conteúdo e estilo, e pela maneira em que a visão artística pessoal dos cineastas é mostrada.

Normalmente, mas não sempre, os filmes independentes são feitos com orçamentos consideravelmente mais baixos do que outros filmes. Em geral, a comercialização de filmes independentes é caracterizada por lançamentos limitados (em poucas salas de cinema), mas também podem ter grandes campanhas de marketing e terem um grande lançamento. Filmes independentes são, muitas vezes, exibidos em festivais de cinema antes do lançamento nos cinemas. Uma produção de cinema independente pode rivalizar com a produção tradicional cinematográfica se tem o financiamento e a distribuição necessária para isso.

O mercado audiovisual e as políticas públicas no cenário das Coproduções, e também a importância do fortalecimento das pequenas e médias produtoras para que elas alcancem sua sustentabilidade, são temas afins ao do cinema independente. Isso porque, como é fácil de deduzir, não há como fazer cinema independente no Brasil sem que haja um financiamento com fundos destinados a isso regidos por uma legislação de incentivo cultural defendida por uma política pública cultural. Muitos desses filmes estão fora do circuito comercial de cinema e não teria bilheteria que justificasse uma superprodução. O incentivo aqui é crucial para a sobrevivência.

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo é uma instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, e foi inaugurado em 1970. Sua coleção possui mais de 200 mil itens, como fotografias, filmes, vídeos e cartazes. Hoje é um dos mais movimentados centros culturais da cidade de São Paulo.

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