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Apesar das tentativas de esconder as estatísticas da situação do país, o aumento da violência estatal não pode ser amenizado com as proporções que vem tomando pelo impulsionamento dos governadores de estados como o Rio de Janeiro. Com carta branca por parte de Wilson Witzel, a polícia carioca atira para matar, sendo o carrasco que julga, dá a sentença e cumpre a pena de morte.

Em cinco dias, seis jovens foram mortos pela polícia, dentre elas Margareth Teixeira, de 17 anos, que carregava o filho de 1 ano e 9 meses no colo, Dyogo Coutinho, de 16 anos, baleado enquanto esperava o ônibus, e Gabriel Pereira Alves, de 18 anos, à caminho da escola.

Muitas das mortes acontecem próximas à operações da polícia nas periferias, sempre com a justificativa de enfrentamento com traficantes, cujos resultados são catastróficos para a população local e nunca resultam em qualquer melhoria com relação à violência, apenas moradores assassinados pelo estado e uma total falta de perspectiva por parte da juventude.

Por mais que as famílias contestem, as vítimas sempre são apontadas como, pelo menos, suspeitas de integrar o tráfico de drogas e que teriam atirado contra a polícia, ou que as mortes são fruto de balas perdidas na troca de tiros com criminosos, apesar de na grande maioria das vezes os policiais saírem ilesos dos episódios, e frequentemente retirarem os corpos das cenas de crime para que a perícia não possa identificar o que realmente aconteceu.

Operações que de acordo com o governador fascista Witzel, são para “devolver os territórios para a população”, garantem que essa mesma população seja assassinada friamente ao milhares por serem pobres, maioria das vezes negros e morarem em regiões periféricas da cidade, tendo sua vida simplesmente ceifada. Não só o povo não tem controle algum sobre a região em que habitam, como vivem na base do medo de morrerem nas ruas indo para escola, trabalho ou na porta de casa.

Com o avanço do golpe e o aprofundamento da crise no país, faz-se necessário uma maior repressão contra o povo brasileiro que se mostra muito descontente com o governo golpista. A população pode adentrar uma situação explosiva com qualquer acontecimento de menor calibre, devido à situação limite em que a maioria vive, com as condições de vida gravemente deterioradas. Para acabar com o genocídio dos jovens pobres e negros é preciso derrubar os governantes fascistas como Bolsonaro e Witzel, eleitos por meio do golpe e que agem contra os trabalhadores e o próprio país.