Siga o DCO nas redes sociais

Herói da República de Cuba
Morre Harry Villegas, lutador internacionalista e braço direito de Che
Falecido aos 81 anos, Villegas combateu na Revolução Cubana, no Congo, na Bolívia, em Angola e na Nicarágua
f3e75516-8562-4da2-a230-0c283997ce16 (1)
Herói da República de Cuba
Morre Harry Villegas, lutador internacionalista e braço direito de Che
Falecido aos 81 anos, Villegas combateu na Revolução Cubana, no Congo, na Bolívia, em Angola e na Nicarágua
Villegas (direita) lutou junto com Che (esquerda) na Sierra Maestra. Foto: Arquivo Nacional de Cuba
f3e75516-8562-4da2-a230-0c283997ce16 (1)
Villegas (direita) lutou junto com Che (esquerda) na Sierra Maestra. Foto: Arquivo Nacional de Cuba

Da redação – Morreu na madrugada de ontem (29), aos 81 anos, o general de brigada da reserva Harry Antonio Villegas Tamayo, condecorado Herói da República de Cuba por seus serviços prestados à Revolução. Ele vivia em Havana e a causa da morte foi uma disfunção múltipla dos órgãos.

Um jovem opositor da ditadura de Fulgencio Batista, Villegas se uniu, aos 19 anos, em 1957, aos guerrilheiros comandados por Che Guevara na Sierra Maestra. Entre os combates que participou, destaca-se a batalha de Santa Clara, uma das mais importantes na luta revolucionária que culminou com a chegada triunfal na capital cubana em 1º de janeiro de 1959. Era conhecido na guerrilha como Pombo.

Após a vitória da Revolução Cubana, Villegas prosseguiu na luta armada, seguindo Che Guevara nas empreitadas no Congo e na Bolívia. Mais tarde, lutou também como soldado voluntário das forças armadas cubanas ao lado dos povos de Angola (em duas oportunidades) e da Nicarágua.

Villegas foi um dos fundadores do novo Partido Comunista de Cuba após a Revolução e militou no PCCu até a sua morte. Também foi deputado da Assembleia Nacional do Poder Popular, o parlamento cubano.

O órgão oficial do PCCu, o jornal Granma, infirmou que o corpo de Villegas foi cremado e suas cinzas foram expostas na manhã de hoje no Panteão dos Veteranos da Necrópolis de Colón, onde foi realizada uma cerimônia funerária com honras militares até o Panteão das Forças Armadas Revolucionárias.