Morre o pai da Mafalda
Morre Quino, criador da Mafalda, a garotinha de sete anos mais amada dos quadrinhos e com o QI mais alto do que de Jair Bolsonaro e seus filhos.
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O cartunista Quino, criador da Mafalda | Foto: Facebook / Mafalda Oficial

Morreu nesta quarta-feira, dia 30, o argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, mais conhecido como Quino, aos 88 anos, é o criador da personagem Mafalda. A causa da morte do cartunista ainda não foi divulgada. Quino nasceu no dia 17 de julho de 1932 na cidade de Mendoza, Argentina. Seus pais eram espanhóis de Andaluzia, mas ambos faleceram quando Quino ainda era criança. Após terminar a escola primária, Joaquín decidiu inscrever-se na Escola de Belas Artes de Mendoza, quando tinha apenas 12 ou 13 anos ,a qual abandonaria aos 17 anos para dedicar-se exclusivamente a desenhar quadrinhos.

Em 1954, com 18 anos, Quino estabeleceu em Buenos Aires e perambulou pelas redações de todos os jornais e revistas em busca de emprego. Foi então que revista Esto Es foi a que finalmente publicou sua primeira página de humor gráfico e lá sua sorte começou a mudar. Em 1963, lançou seu primeiro livro, Mundo Quino. Entre 1964 e 1973 criou uma das histórias em quadrinhos mais famosas do mundo: Mafalda, a simpática personagem, que originalmente foi criada para a publicidade, terminou fazendo um enorme sucesso e até hoje continua sendo a história em quadrinhos latino-americana mais vendida do mundo. “A sua validade é algo que não consigo compreender”, confessou em 2014, após receber o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.

A partir de 1965, Mafalda, seus pais e depois seu grupo de amigos começou a ser publicada no jornal El Mundo e posteriormente na revista Siete Días Ilustrados. A menina acabou sendo um reflexo original da classe média progressiva da Argentina por volta dos anos 1960, ganharam aceitação e popularidade. Por decisão de Quino, a última tirinha da Mafalda foi impressa em 25 de junho de 1973. Quino foi casado desde 1960 com Alicia Colombo e não tiveram filhos. Em 1976, por conta de um golpe militar na Argentina, ambos se exilaram em Milão, na Itália. Atualmente morava entre Madri e Buenos Aires. Mas infelizmente, desde 2009, ele teve que enfrentar uma aposentadoria involuntária devido a problemas de visão.“Quando penso que vou abrir o jornal e meus desenhos não vão mais, me dá mais angústia e fico desenhando. É como aquele chefe da estação que se aposenta, mas volta todos os dias para ver se os trens estão no horário” disse ele certa vez.

Vários de seus livros de humor foram publicados no Brasil: “Bem, obrigado, e você?” (1976), “Deixem-me inventar” (1983), “Quinoterapia” (1985), “Cada um no seu lugar” (1986), “Sim, amor” (1987), “Potentes, prepotentes e impotentes” (1989), “Humanos nascemos” (1991), “Não fui eu!” (1994), “Que gente má!” (1996), “Quanta bondade!” (1999) e “Que presente inapresentável!” (2005).

Em um mundo onde é necessário mais garotinhas, como a personagem de Quino, de 7 anos de idade, do que de velhos reacionários como Trump e Bolsonaro. Segue então, as 15 principais frases da menina, mais atuais do que nunca:

1- Nunca diga “Não vou beber dessa água”; porque ao preço dos refrigerantes…
2- Vamos soar, galera! Acontece que se você não se apressa em mudar o mundo, então é o mundo que muda você!
3- O mundo não seria lindo se as bibliotecas fossem mais importantes que os bancos?
4- O ruim da grande família humana é que todos desejam ser pais.
5- Não é verdade que todos os tempos passados ​​foram melhores. O que aconteceu é que aqueles que estavam piores ainda não perceberam.
6- O problema da mente fechada é que ela está sempre com a boca aberta.
7- O que alguns pobres do Sul fizeram para merecer certos Norte?
8- O problema é que tem mais gente interessada do que gente interessante.
9- Não quero minha inflação, e você?
10- O ideal seria ter o coração na cabeça e o cérebro no peito. Então, pensamos com amor e amor com sabedoria
11- E não é que neste mundo há cada vez mais gente e menos gente?
12- Os jornais respondem pela metade do que dizem. E se acrescentarmos que não falam metade do que acontece, verifica-se que os jornais não existem.
13- Nós temos uma moeda saudável, ele não fuma, não bebe …
14- Como sempre: o urgente não deixa tempo para o importante.
15- Não seria mais progressivo perguntar onde vamos continuar, em vez de onde vamos parar?

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