Morre Aretha Franklin, rainha do soul e símbolo da luta dos direitos civis nos EUA

Aretha

Da redação – A rainha do soul, a cantora Aretha Franklin, 76 anos, faleceu nesta quinta-feira, dia 16, confirmado pela sua assessora, Gwendolyn Quinn, à agência Associated Press, juntamente com um comunicado da família. Uma das maiores vozes da história da música, símbolo da luta pelos direitos civis, estava em sua casa, em Detroit e o motivo da morte foi apontado como um câncer de pâncreas.

Era de uma das muitas famílias afro-americanas que migraram do sul para o norte dos EUA com o boom industrial, filha de um conhecido reverendo, Clarence LeVaughn Franklin, famoso também por estar muito próximo de Martin Luther King, Aretha começou sua caminhada, como grande parte dos músicos norte-americanos, e principalmente os músicos negros, no coro da igreja. Neste caso, na igreja de seu pai, brilhou como num filme, e daí para a cena musical dos anos 60, acendeu ao trazer o estilo gospel em música secular.

Por conta de saúde debilitada, com um câncer de pâncreas diagnosticado em 2010, Aretha havia declarado oficialmente o fim de suas turnês em 2017, limitando-se a algumas apresentações selecionadas, após uma longa carreira de sucesso nacional e internacional.

Em seus grandes feitos, incluem-se: 18 Grammys, sucessos lendários como “Respect”  – You make me feel -, “A natural woman”, “I say a little prayer”, “Think” e “Chain of Fools”.

Em 1968 cantou no funeral de Martin Luther King, ícone da luta pela igualdade racial nos Estados Unidos.

Album “Aretha Now”:

Por conta da situação dos negros nos EUA, com o grande racismo que marcou as lutas do período entre 1930 até 1980, sempre foi uma ativista em favor dos direitos civis.

Foi a última estrela viva na era de ouro da música negra nos EUA.