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Um jogo de comadres”. Foi assim a entrevista concedida pelo juiz Sérgio Moro ao programa Roda Viva nessa segunda, 26/03.

Diante de uma banca de entrevistadores composta por jornalistas representantes dos meios de comunicação que fazem a campanha em favor do golpe do Estado no Brasil (grupos Estado de São Paulo, Globo, Folha e Bandeirantes) e que têm na operação jurídico-policial conhecida como Lava-Jato o centro da campanha política de perseguição ao PT e ao ex-presidente Lula, assistimos a um Moro tratado como pop-star ou melhor ainda como um verdadeiro semideus, bem ao estilo da classe média brasileira batedora de panelas, ignorante e direitista.

O nosso ou melhor deles “Mussolini de Maringá” foi entrevistado para cumprir um papel bem objetivo, ajudar na campanha de pressão sobre o STF no caso da decisão ao habeas corpus ao ex-presidente Lula.

Assim como seus entrevistadores, Moro passou ao largo sobre o fato da prisão em 2ª instância ser inconstitucional, mas pontuou que essa decisão vai além da Lava Jato: “Tem peculatos milionários, desvios de dinheiro da saúde e da educação, que fazem muita falta para a população, e outros casos, como estupradores e pedófilos”.

Em um outro momento, após elogiar a ministra Rosa Weber: “Tenho apreço especial pela ministra, para em seguida intimá-la quanto ao seu voto: “tenho expectativa de que esse precedente não vai ser alterado”, pois uma revisão da prisão em 2ª instância teria “um efeito prático ruim”. Cabe aqui lembrar que o Supremo está dividido quanto ao mérito da prisão em 2ª instância e a ministra estaria revendo seu posicionamento, inicialmente favorável.

No mais a entrevista de Sérgio Moro foi um jogo de confetes, chegando ao ponto de que assuntos que colocam em cheque a condução de todo o processo da Lava Jato ou sequer foram tratados ou, quando muito, a pergunta foi feita quase como um pedido de desculpa.

No que foi perguntado, como sobre a denúncia do advogado da Odebrecht, o espanhol Tecla Duran, sobre seu envolvimento na venda de sentenças, respondeu que Duran é “ mentiroso”, para em seguida completar: “Tem esse indivíduo, foragido e suspeito de crimes gravíssimos, e que levanta essas histórias sem base empírica”. Nesse ponto, embora não tenha sido inquirido por nenhum dos “isentos” jornalistas, Moro deixou “a nu” toda a farsa da campanha de condenação de Lula.

Para Lula, pouco importa que “não tenha base empírica”, pouco importa se os seus delatores são indivíduos que “cometerem crimes gravíssimos” e que por mais de uma vez alteraram seus depoimentos. O que importa é sua condenação custe o que custar.

Moro é a farsa da justiça absolutamente entranhada com o golpe de Estado em curso no país. A moralidade desse juizeco dos rincões de um país de terceiro mundo é medida pela desfaçatez com que declara a legalidade do recebimento de uma auxílio-moradia de mais de R$ 4 mil, que, em si, já seria uma ilegalidade em um país que paga um dos menores salário mínimo do mundo, mas que se torna ainda mais abjeto quando se verifica que o “paladino da moralidade” tem residência própria e com a maior cara de pau com o seu salário de mais de R$ 40 mil, declara que se trata de uma compensação pois seu salário está sem reajuste há três anos.

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