Moro e Dallagnol foram fundamentais para o saque imperialista da economia nacional
Brazilian Federal Judge Sergio Moro speaks as he attends a Judiciary seminar in Sao Paulo
Moro e Dallagnol foram fundamentais para o saque imperialista da economia nacional
Brazilian Federal Judge Sergio Moro speaks as he attends a Judiciary seminar in Sao Paulo

Bolsonaro mentiu.

O presidente ilegítimo Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta quinta-feira, 13, elogiando o seu Ministro da Justiça, o ex-juiz federal, Sérgio Moro, que o que Moro fez enquanto magistrado da operação Lava Jato, “não tem preço”.

Claro que tem. O mais evidente é que ele ganhou o cargo no ministério como prêmio, por ter sido fundamental para seu chefe se eleger, tirando da frente quem iria de fato ganhar.

As consequências para o povo brasileiro não rentista, não especulador financeiro, é sentida diariamente. Os indígenas, os sem-terras, os quilombolas, os desempregados, os pobres em geral estão pagando um preço descomunal.

Mas, enquanto era juiz, o preço do que Moro fez na Lava Jato, para o Brasil, foi de quase R$ 143 bilhões.

Em 2017, o Ministério Público Federal (MPF) anunciou com pompa, com o procurador Deltan Dallagnol posando para fotos para imprensa, que estava “devolvendo à Petrobras” R$ 653,9 milhões desviados da estatal pelo esquema investigado na Operação Lava Jato.

O dinheiro teria sido obtido em 36 acordos de colaboração premiada e cinco de leniência firmados com empresas, entre elas, a Odebrecht, Braskem, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Segundo estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, só em 2015 os impactos diretos e indiretos da Operação Lava Jato na economia reduziram o PIB brasileiro em R$ 142,6 bilhões, o equivalente a uma retração de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Houve, só em 2015, uma queda de R$ 22,4 bilhões na massa salarial, uma diminuição de R$ 9,4 bilhões em arrecadação de impostos e uma perda de até 1,9 milhão de empregos.

O resultado da Lava Jato foi a paralisação das obras de infraestrutura no país. Sem obras, a cadeia industrial e de serviços ligada à construção pesada e ao setor de óleo e gás parou de gerar emprego e renda, o que provocou a maior recessão da história brasileira. A queda abrupta das atividades da Petrobras e das empreiteiras envolvidas pela operação, nos últimos anos, fechou direta ou indiretamente, inúmeros postos de trabalho na indústria e na construção civil. Como consequência da Lava Jato, hoje temos 15 milhões de desempregados no País, fora os subempregados, os “empreendedores” que dirigem Uber ou entregam comida e os que simplesmente desistiram de procurar emprego, que somam outros 10 milhões.

Mas, não é só isso.

A Petrobras pagou 3 bilhões de dólares (perto de 12 bilhões de reais) para um punhado de acionistas nos Estados Unidos. Uma pilhagem sem paralelo na história, desde a independência de Portugal. A Petrobras ainda assumiu a culpa antes mesmo de um parecer do Departamento de Justiça dos EUA. Ou seja, assumiu a culpa antes mesmo de ser julgada. Aliás, a Petrobras, misteriosamente, pagou três vezes mais do que o seu próprio escritório de Nova York esperava. E o que a Lava Jato descobriu foram propinas pagas pelas próprias empreiteiras. Não houve desvio de dinheiro da Petrobras, cujas obras eram avaliadas por um corpo técnico de mais de 60 engenheiros competentíssimos.

Portanto, sem contar qualquer valor que já foi ou ainda será pago em processos nos EUA pela JBS, pela Odebrecht ou as outras empreiteiras, o preço pago por brasileiros para norte-americanos foi de R$ 12 bilhões. Somado ao estrago geral na economia do País, a missão do Sérgio Moro contra o Brasil, teve um preço sim: ao menos R$ 155 bilhões.