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Moro mandou a Lava Jato não apreender celulares de Cunha
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Na última segunda-feira (12), o The Intercept Brasil, dessa vez junto com o BuzzFeed News, publicou mais uma matéria baseada em diálogos internos da Lava Jato enviadas por uma fonte anônima, revelando lances ocultos da operação para o público. Na matéria “Diálogos indicam que Moro instruiu força-tarefa a não apreender celulares de Eduardo Cunha”, o BuzzFeed News mostra que o ex-juiz Sérgio Moro conversou diretamente com Deltan Dallagnol, via Telegram e pessoalmente, para dizer que preferia que os celulares do ex-deputado Eduardo Cunha não fossem apreendidos durante sua prisão. No dia seguinte à conversa, Cunha foi preso, e seus celulares não foram solicitados pela Polícia Federal.

Nas conversas, Moro diz a Dallagnol que não acha uma boa ideia apreender os celulares. E depois combina com Dallagnol uma conversa presencial. 

Depois dessa conversa, de que não se conhece o conteúdo, Dallagnol fala a outros colegas de Ministério Público que é melhor não pegar os celulares de Eduardo Cunha.

A ideia de Moro seria impedir, ao que tudo indica, que determinados processos fossem para o STF, já que no celular de Cunha apareceriam conversas com parlamentares, que têm foro especial por prerrogativa de função, e seus processos teriam que ir ao STF. Além disso, não se sabe se Moro conhecia o teor dessas conversas e preferiu mantê-las ocultas.

Mais uma vez, esse diálogo vazado pelo Intercept confirma como Moro agiu o tempo todo como o verdadeiro chefe da Lava Jato, orientando Dallagnol em uma série de questões. O que mostra como Lula jamais foi julgado de modo imparcial, já que o juiz e a acusação agiam em conjunto na Lava Jato.

Esse é mais um elemento para reforçar as denúncias contra a perseguição política sofrida por Lula e alimentar a campanha por sua imediata liberdade. Além de demonstrar, mais uma vez, como Moro agiu o tempo todo politicamente, orientado por uma determinada política. E essa política é a política do imperialismo para o Brasil, de entrega do patrimônio e de intensa exploração dos trabalhadores.