Moro, Barroso e Moraes: Judiciário tem política, a do golpe de Estado

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Por serem pessoas não eleitas, os integrantes do Poder Judiciário tendem a se mostrar como caixas de surpresa diante de cada tema que é debatido nas instâncias judiciais. Ou seja, é o reino da arbitrariedade total, independente e por cima da lei.

A imprensa burguesa tenta apresentar os ministros e juízes como grandes elementos da sociedade, com alto conhecimento jurídico, neutralidade e espírito democrático. É uma tentativa de esconder que é o poder mais corrupto que os demais. Também por isso o envolvimento deles direto no golpe de Estado.

Sérgio Moro é o juiz que dispensou a existência de provas para prender Lula e outras vítimas do golpe de Estado. Quando Lula recorreu, o tribunal de segunda instância teve a capacidade de aumentar a pena do ex-presidente. No Supremo Tribunal Federal, os recursos de Lula foram trucidados, e ainda tem gente aguardando salvação vindo daquele antro de arbitrariedade.

Antro que, agora, acabou com a prerrogativa de foro, ou seja, os integrantes do Legislativo e do Executivo podem ser julgados por juízes de primeira instância, ou seja, pelos poderosos regionais. Todos sabem que o juízo regional é todo ele ligado aos poderes locais, à burguesia local, aos proprietários de grandes terras. E, pior, não eleitos, estão, de fato, na mão de quem paga mais.

O que Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes e os demais integrantes do STF estão fazendo é agir de acordo com as ordens dos donos do golpe. Estão no bolso dos golpistas e devem encaminhar todas as medidas da direita, como foi o caso da prisão do ex-presidente Lula. Não se trata de lei, mas de golpe, e por isso precisa ser enfrentado nas ruas, como mobilização massiva dos trabalhadores.