Moro admitiu: delação de Palocci foi forjada para eleger Bolsonaro

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Novas revelações do blog Intercept provou tudo aquilo que já se sabia sobre as delações do ex-ministro Antônio Palocci: um amontoado de historietas forjadas pela Lava-Jato com o intuito de incriminar Lula e o PT bem ao gosto da imprensa venal golpista, o sensacionalismo sem provas, sem nada. Apenas acusações que repetidas mil vezes transformaram-se em “verdade” bem ao gosto do golpe de Estado no Brasil.

Diálogos reproduzidos entre os membros da quadrilha lava-Jato atestam que o “chefe” da máfia, o então juiz Sérgio Moro,tratado com o codinome de Russo, considerava como “fraca” as denúncias do delator Palocci: “Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista”, declarou o procurador Paulo Roberto Falcão, sobre as acusações que estavam em ponto de bala para serem divulgadas pela Globo e seus asseclas. “Omertá” no vocabulário dos “aprendizes de feiticeiros” brasileiros é uma analogia ao código de honra estabelecido no sul da Itália de não delação, entre os acusados de fazerem parte da Máfia.

No caso brasileiro, a Máfia está de ponta cabeça, está nas instituições do Estado e foi o elemento central do golpe. Não foi à toa que o “Mussolini de Maringá” não teve pejo em divulgar o depoimento forjado às vésperas das eleições presidenciais.

Caso as consequências não fossem tão graves, o depoimento de Palocci e a atitude dos mafiosos da lava-jato poderiam muito bem passar por uma comédia pastelão. Um diálogo entre os procuradores Laura Tessler e Antônio Carlos Welter expressam  muito bem, que a única coisa que importava era produzir alguma mentira contra Lula e o PT: “Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele”, escreveu a procuradora Laura Tessler. “O melhor é que [Palocci] fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez seja”, declarou Antônio Carlos Welter.

Para a quadrilha da Lava-Jato, Palocci foi um trunfo. Foi a besta-fera petista que forjou denúncias contra seu Partido e o seu principal dirigente em troca de um saco de moedas. Construiu uma história mirabolante, sem provas, sem nada para incriminar seus parceiros.

A denúncia de Palocci tinha o objetivo de garantir a vitória da extrema-ditreita no primeiro turno. A sua divulgação seis dias antes das eleições fazia parte do pacote Moro superministro, o mafioso que procura alçar os escalões mais altos do executivo e ser o executor de uma próxima etapa do golpe de Estado no país.