Moradores protestam contra chacina nas favelas do Rio

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Na tarde desta ultima quinta-feira, 28 de junho, movimentos sociais das comunidades cariocas, compostos, principalmente, por mães que perderam seus filhos devido a violência dos aparatos de repressão nas favelas do Rio de Janeiro, fizeram uma manifestação no centro da capital carioca. O ato intitulado “Vidas nas Favelas Importam” teve concentração inicial na Cinelândia e seguiu ate a igreja da Candelária.

A manifestação denunciou a brutalidade da Policia e do Exército nas comunidades, a qual assassinou na semana passada um jovem de apenas 12 anos de idade, Marcos Vinícius, morto no Complexo da Maré. Enquanto seguia para a escola com mais um amigo, o garoto foi atingido por um tiro de fuzil pelas costas. Chegou a ser socorrido com vida, mas acabou morto no hospital.

Durante o ato não faltaram criticas a ação da policia e a presença do Exercito nas comunidades. “Nós estamos destroçados. Tivemos nossos filhos arrancados, exterminados. Não vamos aceitar que a polícia, que o estado, que o judiciário continue nos matando. A favela quer viver”. A declaração foi feita por Ana Paula, moradora da comunidade de Manguinhos, que teve um filho morto a quatro anos.

O aumento sem freios da violência nas favelas e consequência direta do golpe de estado. A intervenção militar nas comunidades, autorizada pelo governo golpista, longe de aumentar a segurança, serve apenas aos interesses da repressão escancarada do estado contra o povo pobre. Com carta branca para atuarem da forma que quiserem, militares e policiais agem como verdadeiros assassinos nas favelas, matando a população pobre e negra sem qualquer escrúpulo. Assim como Marcos Vinícius, seis jovens perderam a vida durante a Operação da Polícia Civil em conjunto com as Forças Armadas na Maré. No inicio do ano, os militares tiveram participação direta na chacina de sete jovens que participavam de um baile funk na comunidade de Salgueiro, outros três rapazes, líderes comunitários, foram mortos também no inicio do ano.

Estes são apenas alguns dos casos que acabam sendo noticiados pela imprensa burguesa, assim como estes, outros assassinatos, mortes e abusos não param de ocorrer. E preciso mobilizar a população contra o golpe e pela saída imediata das tropas do exercito das comunidades do Rio de Janeiro.