Manifestação popular
Um grupo de moradores ateou fogo em pneus e os usou para montar uma barricada, bloqueando a Avenida Henry Wall de Carvalho, na Zona Sul de Teresina
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
barricada
Registro de uma manifestação | Foto: Reprodução

Um grupo de moradores ateou fogo em pneus e os usou para montar uma barricada, bloqueando a Avenida Henry Wall de Carvalho, na Zona Sul de Teresina, nesta segunda-feira (29). O ato é um protesto contra os efeitos de uma usina de incineração de lixo hospitalar, que funciona nas proximidades do local. O protesto foi encerrado por volta das 9h.

Segundo moradores, a usina libera fumaça e exala um odor forte, que incomoda a vizinhança. Os manifestantes bloquearam um dos sentidos da avenida, num ponto próximo ao cemitério do bairro Areias.

A reivindicação dos moradores é correta, visto que a Usina se localiza no meio da cidade e a fumaça tóxica pode comprometer a saúde da comunidade. A fumaça de plástico e dejetos hospitalares invadem a casa de todas as pessoas. Os moradores pedem que a Usina seja transferida para um local afastado.

O maior problema da incineração são os poluentes gerados e lançados na atmosfera. O dióxido de carbono, que é produzido em toda combustão completa de materiais orgânicos, é o grande responsável pelo efeito estufa e pelo aquecimento global.

Outros gases produzidos podem ser dióxido de enxofre (SO2)e o dióxido de nitrogênio (NO2) que contribuem para a formação de chuvas ácidas.

Um dos maiores poluentes resultantes da incineração do lixo são as dioxinas  um grupo de compostos organoclorados que são bioacumulativos e tóxicos. Essa substância é liberada principalmente na incineração do PVC, que é muito utilizado na confecção de artigos hospitalares

A população de Teresina fez o correto. Ao invés de recorrer aos parlamentares ou a justiça, foram para as ruas.

A situação política está marcada por uma evolução à esquerda, com uma forte tendência das massas populares e dos diversos movimentos de de luta, organizados ou não, a se enfrentarem com a extrema-direita nas ruas. Esse deslocamento à esquerda, claramente perceptível nas ações antifascistas que crescem em todo o país, precisam estar guiados por uma ação consciente e organizada da esquerda, dos partidos e organizações de luta dos trabalhadores, como a CUT, os sindicatos e movimentos sociais de defesa das massas populares, da população pobre e explorada.

É necessário, para que esse potencial se desenvolva, a ruptura com a paralisia e a inércia que vem marcando a postura da esquerda nacional, da oposição, seja ela institucional, parlamentar, ou diretamente vinculada às lutas sociais. Não há tempo a perder, pois a extrema-direita não será expulsa das ruas por alguma ação das instituições (justiça, parlamento).

A derrota dos neonazistas, dos bolsonaristas, somente poderá ser o resultado da ação de luta das massas populares, do enfrentamento com a extrema-direita nas ruas, e, para isso, faz-se necessário o fim do isolamento político que a própria esquerda decretou para si.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas