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Saúde pública
Moradores de favelas do Rio, sem água e expostos ao coronavírus
Em plena crise mundial de saúde, comunidades do Rio carecem de água há mais de duas semanas
Moradores da Maré falam sobre as necessidades da comunidade
Saúde pública
Moradores de favelas do Rio, sem água e expostos ao coronavírus
Em plena crise mundial de saúde, comunidades do Rio carecem de água há mais de duas semanas
Divulgação: Agência Brasil
Moradores da Maré falam sobre as necessidades da comunidade
Divulgação: Agência Brasil

Em algumas comunidades do Rio de Janeiro, como Maré e Acari na Zona Norte, estão com falta de água há mais de duas semanas justo no período de crise mundial de saúde, impossibilitados de lavar as mãos, cozinhar ou beber água em suas próprias casas.

Moradores dessas comunidades gravaram vídeos, quinta-feira (25), queixando e denunciando o descaso público em relação ao saneamento básico e à saúde pública.

Após queixas, o Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com ofício para que no prazo de 24h a Cedae, companhia responsável pela água no Estado, apresente resoluções para o abastecimento das comunidades, ao menos dotando as áreas do serviço de caminhão pipa para o fim de prevenção e mitigação da pandemia do Coronavírus.

Além disso, o MP em conjunto com a Defensoria Pública do Estado do RJ iniciaram também a apuração do conjunto de medidas que estão sendo adotadas pelo governo e prefeituras para suprir as necessidades das áreas de carência.

Após o ofício, a Cedae informou que encaminhará técnicos ainda na quinta-feira para resolver os problemas nos endereços reclamados. Para tanto, os bairros e comunidades do RJ que estão com falta d’água devem imediatamente entrar em contato com a companhia ou com os números descritos abaixo para que sejam solucionados mais casos imediatamente.

 

MPRJ

127

Ouvidoria da Defensoria pública

0800 282  2279

Cedae

0800 282 1195

 

O novo coronavírus está levando à morte milhares de pessoas diariamente no mundo. O abandono da população pela carência de água, luz, insumos de higiene, moradia, testes e acompanhamento, bem como da disponibilidade de leitos e do tratamento da doença pela saúde pública, é, não somente, irresponsabilidade dos governadores e prefeitos, mas também um caso de genocídio da população brasileira.