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Bolsonaro feminista?

Crimes e mais crimes

Monopólios farmacêuticos: indústria de crimes contra a humanidade

A indústria farmacêutica e química é um grande monopólio capitalista e promove crimes em todo globo terrestre; como a Síndrome do Golfo e a Talidomida

O “grande serviço prestado” é fabricar mutilados – Foto: Reprodução

A indústria farmacêutica e química capitalista possui um histórico de provocar problemas, crimes e atrocidades contra a população. Esse artigo se propõe a fazer um breve esboço de alguns dos muitos crimes que foram cometidos por esse monopólio monstruoso, que brinca e lucra com a saúde e a vida de todas as pessoas que povoam o globo terrestre, principalmente a classe operária e demais setores explorados.

Entre esses crimes estão remédios que não funcionam, que causam danos terríveis nas pessoas, medicamentos com resultados nulos e que causam vícios, medicamentos que causam deformações nas pessoas e diversos escândalos envolvendo crimes de guerra, síndromes e sequelas permanentes em populações inteiras.

Afinal, um grande amigo da indústria farmacêutica é a indústria bélica. São atividades, no regime econômico imperialista, dos monopólios, complementares. Como é o caso do gás mostarda e do Napalm, usados primeiramente na guerra do Vietnã, mas também no Iraque e na Síria pelo imperialismo, em especial as forças da OTAM. 

 

Síndrome da Guerra do Golfo: “fogo amigo”

 

No que se refere às guerras promovidas pelo imperialismo, está lá a indústria farmacêutica para auxiliar no serviço de pilhagem da população. Nesse caso, não só da população local como também dos próprios soldados dos Estados Unidos e da Inglaterra que estiveram na Guerra do Golfo e na invasão do Iraque de 2003.

A propaganda de que o Iraque de Saddam Hussein era uma grande arma biológica e química data já de 1991 e persiste até 2003, quando as forças da OTAN finalmente conseguem bombardear ostensivamente a capital iraquiana, Bagdá. Para dar ênfase nessa propaganda do “perigo” das armas químicas e biológicas de Saddam, a indústria farmacêutica da inglesa e norte-americana promoveu um coquitel de vacinas e remédios “anti-armas quimícas e biológicas”. O que gerou uma síndrome nos soldados que retornaram a suas casas.

Foram enviados 52.600 britânicos para participar dos confrontos no golfo Pérsico. Estima-se que 4.500 soldados do Reino Unido estão com a “síndrome do golfo”.

Os principais sintomas dos soldados que possuem a síndrome são náuseas, dores de cabeça, perda da memória, problemas no sistema respiratório, dificuldade de concentração, depressão, fadiga, insônia, desorientação, dificuldade de equilíbrio, dores nas juntas, perda de sensibilidade das mãos e dos pés, doenças de pele. Enfim, milhares de homens com sequelas permanentes e praticamente mutilados.

Por muito tempo, o imperialismo fez a propaganda de que as sequelas estavam sendo produzidas por ataques do Iraque aos soldados. O que se provou uma farsa, afinal temos dezessete anos da invasão do Iraque pelo imperialismo e nenhuma arma foi devidamente encontrada pelas tropas invasoras. O que temos é a comprovação que os soldados tomavam “coquetel de drogas para se proteger de gases venenosos”. Uma forma criminosa de “limpar” a memória histórica daqueles que foram usados para promover o maior crime do imperialismo em toda sua história.

 

Talidomida: a fábrica alemã de deformação de bebês 

 

A talidomida foi introduzida pela empresa alemã Chemie Grünenthalem em 1952, vendida sem prescrição médica como um medicamento sem grandes efeitos colaterais. A droga era usada principalmente no caso de enjoos, e teve sua propaganda feita para um público alvo que sofre de enjoos matinais: as gestantes. A empresa só “esqueceu” de avisar as diversas malformações que os bebês poderiam sofrer advento da tomada do remédio. A droga foi recorde de vendas na Alemanha no seu ano de lançamento. Teve seu uso suspenso e sua proibição após 161 recém-nascidos serem comprovadamente vítimas da droga.

A talidomida interferia determinantemente no desenvolvimento dos bebês, fazendo com que muitos deles nascessem com focomelia, o que resulta em membros encurtados, ausentes ou do tipo nadadeiras. Vários outros defeitos foram contabilizados além das alterações ortopédicas: problemas auditivos, oculares, cardiológicos, renais e, em alguns casos, até deficiência mental.

No Brasil, a talidomida começou a ser comercializada dois anos depois da identificação de má formação nos bebês da Europa e dos Estados Unidos. Claramente, o destino do que sobrou dos grandes depósitos europeus e norte-americanos foi às gestantes brasileiras. O escândalo só surgiu nos jornais burgueses brasileiros em 1962, quase doze anos depois da proibição nos países imperialistas. 

No começo dos anos de 1960, temos os números da fábrica alemã de deformação: 10 mil crianças no mundo todo e quase vinte anos de crime da indústria farmacêutica. 

 

Algumas esmolas: em caso de escândalo, apague com dinheiro

 

Em 2007,  a farmacêutica Purdue e três executivos da empresa, incluindo o presidente, aceitaram pagar multa de US$ 600 milhões pela divulgação de informações enganosas sobre o analgésico Oxycontin, nome comercial da oxicodona, remédio da classe da morfina usado para controlar dores severas. A companhia divulgou que a substância tinha menor risco de abuso e dependência em comparação com outros narcóticos, quando, na verdade, era tão poderosa quanto a heroína. Parte da multa serviu para encerrar processos movidos por pacientes que ficaram viciados na droga e familiares de vítimas de overdose. O ator Heath Ledger morreu em 2008 depois de combinar oxicodona com outros remédios

Em 2012, o monopólio Abbott foi considerado culpado de promover ilegalmente o remédio Depakote para usos não autorizados pelo FDA e teve de pagar US$ 1,5 bilhão. Duas das várias alegações foram de que, mesmo depois de ter sido forçada a parar com os testes da droga em pacientes com demência, por causa de vários efeitos colaterais em doentes mais velhos, a farmacêutica continuou divulgando o medicamento como eficaz e seguro para idosos. Também promoveu o uso contra esquizofrenia apesar de dois estudos mostrarem que não havia benefícios nesse tipo de ­tratamento.

Em 2009, o monopólio Pfizer fez o conluio de pagar US$ 2,3 bilhões por promover medicamentos para usos não aprovados pelo FDA, agencia reguladora norte-americana, incluindo doses e prescrições vetadas pela agência americana por falta de comprovação de que eram seguras. Em outro caso, envolvendo uma subsidiária da companhia, a “multa” foi de US$ 15 milhões por promoção ilegal de um hormônio do crescimento, para tratar distúrbios do crescimento em crianças e doenças que causam deficiência na produção hormonal em adultos. A empresa fazia ações para divulgá-lo como seguro e eficaz em tratamentos anti-idade, para melhorar a aparência e a performance atlética. Em 2012, o Conselho Federal de Medicina brasileiro proibiu médicos de usarem o hormônio como recurso antienvelhecimento, sob pena de terem o registro cassado. A alegação é que, além de não haver evidências científicas de que a droga funcione nesses casos, ela pode aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes e tumores.

Esses exemplos deixam claro que, além de promover crimes hediondos contra a humanidade, a indústria farmacêutica está disposta a pagar esmolas para os Estados onde elas estão situados para apagar os escândalos que estão envolvidos.

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