Monarquia em crise procura se reabilitar com golpe de marketing racial

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A notícia deste último sábado, dia 19,  que foi o principal destaque dos jornais e meios de comunicação golpistas foi o casamento real na Inglaterra. A união do príncipe Harry e da atriz Meghan Markle foi tratado pela imprensa “coxinha” nacional e internacional como um evento histórico.

Violoncelista, negro, embalando a cerimônia

Diante da crise porque passa o governo britânico com a possível vitória de Jeremy Corbin nas próximas eleições, o casamento real foi utilizado como uma peça de propaganda para tentar reabilitar a monarquia britânica que há muito está mal das pernas.

O golpe do casamento é velho na história da monarquia britânica. O casamento de Charles e Diana e mais recentemente do irmão de Harry, William e Kate também foram utilizados como propaganda positiva da família real.

A celebração do casamento do filho mais novo de Diana teve como mote a integração racial. A noiva, escolhida a dedo, além de atriz, necessária para desempenhar o “papel” de mulher feliz, é afrodescendente. Meghan Markle é filha de mãe negra, a assistente social e instrutora de ioga Doria Ragland.

A cerimônia também foi recheada de negros, da convidada Oprah Winfrey a um jovem violoncelista negro. Durante o casamento o reverendo negro e norte-americano Michael Curry citou outro negro, Martin Luther King, em seu discurso,  “Nós precisamos descobrir a força redentora do amor e, quando fizermos isso, faremos desse velho mundo um mundo novo”.

O reverendo negro

Depois foi a vez de um coral formado todo de negros para cantar “Stand by me”. E o violoncelista Sheku Kanneh-Mason, de 19 anos, também negro, fez o fundo musical da cerimônia.

A demagogia também rolou solta com cerca de 1.200 populares, convidados pela família real, entre eles, trabalhadores de organizações de caridade.

O coro negro para completar a farsa

A crise da monarquia britânica não é de hoje, mas vem se agravando principalmente com o avanço da crise econômica que tem deixado a Inglaterra em uma situação social bastante delicada. A ascensão de Jeremy Corbin é um desses sintomas. A demagogia racial com o casamento do príncipe que já demonstrou simpatia com o nazismo é uma das cartadas da monarquia para tentar se reabilitar. A questão é saber se o marketing racial por meio do golpe do casamento vai surtir o efeito desejado.