É necessário mobilizar
A classe trabalhadora precisa ser mobilizada em busca de garantir um real auxílio emergencial, com um salário mínimo vital de R$5mil.
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Sem derrubar o regime golpista, os ataques não irão cessar. | Reprodução
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Sem derrubar o regime golpista, os ataques não irão cessar. | Reprodução

O início da vacinação no Brasil acompanhou a mais uma vergonhosa capitulação da esquerda pequeno-burguesa. Sem política e sem um programa que dê perspectivas a classe trabalhadora, nomes como Guilherme Boulos e Marcelo Freixo, comemoram a vacina do governador fascista de São Paulo, João Dória, como uma grande vitória para toda a população.

Enquanto a conta gotas, a vacinação é feita com uma parcela mínima da população, a pandemia se mostra cada vez mais longe de terminar, e o estado de miséria apenas se aprofunda. Os dados indicam que em números oficiais, o país já ultrapassou as 210 mil mortes, em paralelo, o desemprego apenas aumenta, terminando o ano de 2020 com 14,1 milhão de trabalhadores desempregados. Este cenário catastrófico, acompanha a forte crise econômica que o capitalismo atravessa em todo o mundo. Sem perspectiva alguma de melhora, e atacados brutalmente pela política neoliberal do governo golpista, os trabalhadores são empurrados para a contaminação nos locais de trabalhado e para a miséria.

Hoje, quase 40 milhões de pessoas vivem oficialmente em estado de miséria no Brasil, contudo, o governo do fascista Jair Bolsonaro decidiu por suspender, no final de 2020, o auxílio emergencial, uma esmola dada a população para garantir o mínimo de sobrevivência. Agora, com a crise se aprofundando rapidamente, e com o fim da pandemia cada vez mais distante, o tema do auxílio emergencial volta a tona com extrema importância.

Recentemente, a defensoria pública requisitou na justiça a volta do auxílio emergencial no estado do Amazonas. A medida de desespero de um setor da burguesia, que revela que na prática está se formando uma situação totalmente insustentável, cada vez mais próxima de explodir. Graças a estes fatores, a discussão em torno do auxílio emergencial voltou a transitar a câmara dos deputados, e aparecer como pseudo propostas dos atuais candidatos a presidência da câmara, mesmo do candidato oficial de Jair Bolsonaro, Arthur Lira. As declarações dadas por deputados de diferentes setores da burguesia, indicam que o governo possa apresentar novas parcelas do auxílio emergencial para cerca de 10 milhões de pessoas – um quarto daqueles em estado de miséria-, variando de R$600 aos inexistentes R$300.

No entanto, este auxílio, servirá menos ainda para garantir a vida dos trabalhadores em meio a pandemia. O abandono da política que já era extremamente limitada, fará com que a grande parcela da população mantenha-se na miséria absoluta, ao passo que a crise econômica e a pandemia, apenas crescem em todo território.

É necessário neste momento, que a esquerda, sobretudo as organizações de trabalhadores, lideradas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), adote uma política séria e intensa, não de defesa de uma mera esmola, ainda mais reduzida pelo governo federal, mas sim na defesa de um novo auxílio emergencial, que garanta as condições de vida necessárias para os trabalhadores.

Com o crescimento da inflação, institutos de pesquisa já comprovam que o trabalhador brasileiro poderá viver dignamente apenas com um salário mínimo de pelo menos R$5 mil. Assim como defende o programa do Partido da Causa Operária, é necessário a defesa deste salário mínimo vital de R$5 mil como forma de garantir a sobrevivência dos trabalhadores.

É necessário, ao passo da reinvindicação de um auxílio emergencial que garanta um salário mínimo vital, que seja também levantado a necessidade de serem garantidos a devida segurança a classe trabalhadora frente a pandemia. Com o aumento exponencial dos números de casos, e o colapso iminente dos hospitais em todo Brasil, a política de reabertura econômica deve ser totalmente impedida pela mobilização dos trabalhadores.

O trabalhador, precisa ter o direito de se proteger e não trabalhar em meio a pandemia, tendo como garantia econômica um real auxílio emergencial. De nada interessa a classe trabalhadora a falência econômica dos grandes capitalistas, é necessário em primeiro lugar garantir a vida e o sustento da classe operária.

Contudo, todas estas reinvindicações, só poderão ser conquistadas mediante a uma verdadeira mobilização da classe operária. Esta mobilização, só virá com a quebra do imobilismo das direções pelegas da esquerda pequeno-burguesa, e a adoção de uma política verdadeiramente combativa, de greves, manifestações, uma forte campanha de agitação e propaganda em meio a classe operária.

A população, está ainda mais radicalizada com os ataques recentes promovidos pelo regime golpista. A palavra de ordem Fora Bolsonaro e todos os golpistas está na boca de cada trabalhador, e para isso, a esquerda precisa organizar uma ofensiva, partido da classe trabalhadora, e não permitindo ficar a reboque da política burguesa, como assim desejam os defensores da frente ampla. É necessário impulsionar assim, uma verdadeira campanha pela derrubada do regime golpista e pela garantia de um real auxílio emergencial para todos os trabalhadores do país, com a garantia de não ser obrigado a se sujeitar a morrer trabalhando, e um genocídio pandêmico impulsionado pela burguesia.

 

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