Mobilizar desde já contra os golpistas: filho de Bolsonaro defende política nazista de perseguição

1079839-fpzzb_abr_07.06.2017-3989

A política fascista, podemos mesmo dizer, sem exagero algum, de tipo nazista, está se insinuando constantemente nos meandros do golpe de Estado. A política da extrema-direita da chamada escola sem partido, cuja tradução política correta é escola com fascismo, é um exemplo bastante evidente, contudo, está longe de ser o único. Um dos arautos da extrema-direita, Eduardo Bolsonaro, deputado fascista no Parlamento brasileiro, tem como proposta a criminalização do comunismo, uma proposta tipicamente nazista e existente em regimes ditatoriais nazistas ou semi-fascista.

Em entrevista  recente – na qual o filho do presidente ilegitimamente eleito, Jair Bolsonaro, demonstra também toda sua baixeza – Eduardo Bolsonaro afirma que o projeto não é tão radical, segundo ele: “ É seguir o exemplo de países democráticos, como Polônia, que já sofreu na pele o que é o comunismo. Se você for na Ucrânia também falar de comunismo, o pessoal vai ficar revoltado contigo. Outros países também proibiram, como a Indonésia”.

Ao mesmo tempo, essa poeira de humanidade, que defende a criminalização e a perseguição dos movimentos sociais através da lei anti-terrorismo, afirmou: “Se for necessário prender 100 mil pessoas, qual problema nisso?”. É evidente que trata-se de um política fascista de perseguição a esquerda em grande escala, o que defende Eduardo Bolsonaro.

Ao citar Indonésia, Ucrânia e mesmo a Polônia como modelos, vemos o que a extrema-direita tem por referência política. Na Ucrânia um golpe de Extrema- direita abertamente  nazista, apoiada pelo imperialismo tomou o poder jogando o país em uma profunda crise e violência.

Porém, a referência que faz a Indonésia expressa mais acabadamente o modelo político que a extrema direita pode seguir, até mesmo pela similaridade com o processo político atual no Brasil. Em 1965 o General Suharto, apoiado pela CIA iniciou o processo de tomada do poder, derrubando violentamente o então presidente nacionalista Sukarno. Orientado por um grupo de economistas neoliberais da escola de Chicago, O General promoveu a liberalização do país desnacionalizando (destruindo) a economia do país, atrelando-a aos interesses dos grandes capitalistas internacionais, seguiu radicalmente a cartilha neoliberal.

Para conseguir tal intento foi necessário previamente a eliminação da esquerda do país, por meio do estabelecimento de uma ditadura fascista. A eliminação, não apenas política, mas física da esquerda foi feita com auxílio da CIA, que elaborou listas com os nomes de lideranças que deveriam ser eliminadas. A operação sinistra se estendeu, ao cabo de um mês o exército e principalmente as milícias de estudantes religiosos trinadas e enviados as aldeias, pelo governo de Suharto, para promover a “limpeza”, como chamavam, assassinaram entre quintas mil  a um milhão de pessoas. Foi o que permitiu abrir a economia do país.

Esse é o horizonte da extrema-direita brasileira, e as medidas que levam a este horizonte estão sendo incorporadas paulatinamente ao regime, ou seja, querem, afogar a esquerda e as organizações operárias e populares no próprio sangue como forma de impor um derrota mais definitiva ao povo, a criminalização do comunismo serve a este intento. Se a extrema direita brasileira ainda não tem hoje a força necessária para cumprir tal tarefa, pode vir a tê-la.

É vital mobilizar desde já contra o golpe, que semeou o fascismo, contra a direita golpista e a extrema-direita. Formar Comitês de Luta contra o Golpe  e de auto defesa em cada cidade; em cada bairro. Mobilizar os trabalhadores da cidade e do Campo contra o ovo da serpente antes a que ele se desenvolva. A direita e a extrema direita já declararam guerra ao povo, as organizações do povo trabalhador devem lutar pela sua existência.