Mobilizar a classe operária contra os ataques da GM, da Ford e todos os capitalistas

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As ameaças dos capitalistas de fecharem duas fábricas importantes para a indústria nacional, como a Ford em São Bernardo do Campo e a GM em São José dos Campos, evidenciam o caráter completamente parasitário dos patrões. Estes, que nada produzem, estão somente preocupados em aumentar os seus lucros, pouco importando se milhares de trabalhadores ficarão desempregados e, juntamente com eles, suas famílias entrarão em uma situação de pobreza cada vez maior.

O caso das montadoras demonstra a crise sem precedentes do regime capitalista. Crise esta provocada pelos próprios empresários, os quais procuram se safar às custas das condições de vida dos trabalhadores. Os empresários não estão nem um pouco preocupados com os interesses da sociedade como um todo, não são “benevolentes”, como tenta fazer parecer a campanha da imprensa direitista, constituem, na realidade uma classe social que se interessa apenas pelo próprio bolso, por aquilo que irão conseguir acumular para si às custas da exploração da mão-de-obra.

Além das montadoras, este aspecto ficou muito evidente no caso da barragem de Brumadinho. A Vale que foi vendida a preço de banana para a chamada iniciativa privada, ou seja, que passou a ser controlada pelos bancos e investidores estrangeiros, gerou nos últimos anos enormes lucros para os banqueiros, todavia, as condições de trabalho, a manutenção das barragens, ficaram em último plano. O que acarretou num dos maiores desastres da história do país, a morte de centenas de pessoas cobertas pela lama, além da destruição de uma extensa área natural.

Assim como em Brumadinho, os patrões preparam um novo desastre social com a possível demissão de quase 3 mil trabalhadores da Ford. Os efeitos em cadeia levariam ao desemprego 24 mil trabalhadores, aumentando ainda mais o número da população desempregada no Brasil. É preciso ter claro que a desculpa da “crise”, do “prejuízo”, dada pelos patrões para justificar o fechamento da fábrica não passa de um argumento farsesco que somente serve para acobertar a política criminosa de colocar no olho da rua milhares de trabalhadores, levando à miséria milhares de pais e mães de família.

Contra mais esse crime preparado pelos capitalistas não há outra saída senão a mobilização da classe operária. É inútil acreditar nas instituições, ou seja, na ideia de que a justiça totalmente vendida para os patrões, ou de que o governo, capacho dos banqueiros, irá garantir o emprego dos trabalhadores. A única saída possível é a luta da classe operária, a classe que verdadeiramente representa os interesses da sociedade como um todo.

Nesse sentido, é preciso organizar a greve geral contra todos os ataques aos trabalhadores e contra o regime golpista de conjunto. Este caminho já foi apontado pelos operários da Ford que estão em greve há duas semanas diante a ameaça de fechamento da fábrica. Neste caso é preciso intensificar a mobilização e ocupar a fábrica. Se os capitalistas já não dão conta mais de garantir a produção, os operários devem tomá-la para si e coloca-lá não mais a serviço de uma minoria parasitária, mas da sociedade como um todo.