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São Paulo: vermelho marcou presença em ato por “Fora Bolsonaro”

Quem derruba o regime é o povo

Mobilização vermelha contra a manobra da burguesia

A esquerda precisa se aliar aos trabalhadores e chutar para fora a direita do movimento

Ato na Avenida Paulista, em São Paulo – Foto: DCO

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Na última semana, uma série de desdobramentos escatológicos vieram à tona.

A entrega do superpedido de impeachment viu a convocação de três ex-bolsonaristas pela esquerda.

Elementos com os quais qualquer pessoa deveria ter vergonha de aparecer ao seu lado, criminosos políticos da direita – Joice Hasselmann, Alexandre Frota e Kim Kataguiri.

Há pessoas que são picaretas políticos de carreira, como ACM Neto. Mas são carreiristas profissionais, fazem parte da política da burguesia.

Esses três, no entanto, não passam de prostitutas políticas. Quem der mais dinheiro, eles vão atrás. São lumpens, marginais. Pistoleiros de aluguel. Algo totalmente repulsivo.

Nem do ponto de vista oportunista vale a pena se aliar com eles.

Alguns setores da esquerda, no entanto, querem trazer a direita (PSDB, Cidadania, PV etc) para os atos. Ou seja, querem lotar os atos com direitistas. Mas esses direitistas não levam massas aos atos. Quem convoca os atos é a esquerda, a direita não tem base militante. É uma tentativa de depravar os atos.

Em São Paulo, o PSDB municipal disse que mandaria 2 mil pessoas no ato. O Cidadania (uma filial do PSDB) pagou 50 reais por pessoa para fazerem número no ato. Compareceu apenas meia dúzia de bate-paus desses partidos, que foram escorraçados pela esquerda.

Mas qual  o sentido da operação para trazer a direita para os atos?

A explicação oficial é que é preciso somar forças com todos. Mas essa direita não soma força com ninguém, não tem apoio popular, não tem base.

Ajudam na votação de um impeachment no congresso? Mas isso significa que precisamos trazê-los às manifestações? Se a pessoa é a favor do impeachment, ela votará. Não precisa de “presentes” como participação nas manifestações.

No entanto, a esquerda não pode apresentar diante do povo esses fascistas como democratas antibolsonaristas. É uma obrigação explicar que a luta deles é uma luta fajuta, por interesses. Não é uma luta real e séria contra Bolsonaro.

Dessa forma, a única coisa que se consegue é enganar os incautos ou os desesperados.

Para aumentar as forças do movimento, seria muito mais produtivo mobilizar os militantes para convocarem os trabalhadores em cada fábrica para os atos. Mas a esquerda não faz isso.

Para ela, fortalecer os atos é trazer o MBL.

Os trabalhadores da Petrobras, dos Correios, da Caixa, são esquecidos por essa esquerda.

É preciso levar os trabalhadores de todas as categorias, a periferia, a juventude. Isso é fortalecer os atos. Frota não atrai os trabalhadores.

Manobra da direita

Isso começou na imprensa capitalista, que deu o comando para a manobra. Disse que para o ato crescer, deveria trocar o vermelho pelo verde e amarelo.

A esquerda, em primeiro lugar o PCO e companheiros que lutam junto com o Partido, fez uma vasta campanha para voltar às ruas, com o 1° de Maio de luta com 2 mil pessoas.

Isso forçou os outros partidos a chamarem os atos de 29 de maio, que foram atos de esquerda. 

A burguesia se sentiu pressionada, pois o governo poderia cair e, com eleições no meio dessa crise, Lula venceria. A burguesia teria de impedir esse movimento.

O movimento foi desvirtuado para seguir as ordens da burguesia. Suas direções estão mancomunadas com a burguesia (PSOL, PCdoB, UP etc). Setores que não querem a vitória da esquerda, de Lula, mas sim da burguesia – por isso introduzir a direita no ato.

Usam a desculpa de aumentar as forças, mas pelo contrário, a direita nos atos enfraquece o movimento.

É uma tentativa de usar o movimento popular para ressuscitar os cadáveres da direita. E as direções do movimento estão fazendo isso de maneira consciente.

A burguesia quer que os atos não pareçam de esquerda, quer que seja uma manifestação “de todos” e que não sirva para derrubar Bolsonaro, mas para ser massa de manobra para uma candidatura de “centro”, da direita golpista.

Se os atos se tornarem verde e amarelos, serão inevitavelmente esvaziados.

O povo não quer marchar ao lado do PSDB e do MBL.

É preciso combater esse estelionato político. Os trabalhadores devem sair às ruas e a esquerda precisa pintar as ruas de vermelho. Nada de verde e amarelo.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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