Mobilização da direita não deve ser subestimada, deve ser combatida
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Mobilização da direita não deve ser subestimada, deve ser combatida
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Neste domingo (26), os bolsonaristas estão convocando um ato para socorrer o governo. Embora muitos ratos já tenham pulado do navio, não devemos subestimar o fascismo. Uma das mais importantes lições que a esquerda aprendeu ao longo da história, é que nunca deve-se menosprezar suas forças. A luta contra a extrema-direita não termina enquanto ainda houver grupos organizados.

Mesmo sem o apoio do MBL, Janaína Paschoal, Danilo Gentili, entre outras figuras bolsonaristas que não querem se comprometer com esse governo decadente, as manifestações ainda podem representar um reforço importante. A esquerda que caiu na fraude eleitoral e comprou o discurso da imprensa de que o capitão era um candidato popular, é fortemente impressionável, e pode se assustar caso veja que o presidente ainda tem um apoio, ainda que pequeno.

É fato que sua base social nunca foi tão grande quanto anunciaram. É fato também que desde janeiro, sobretudo depois do carnaval, essa base foi diminuindo cada vez mais. Porém nem por isso podemos deixar espaço para que cresçam. A direita deve ser combativa sempre que possível.

Por isso os contra atos convocados pela esquerda no dia 26 devem ser massivos e enérgicos. Quando o fascismo levanta a cabeça ela deve ser cortada imediatamente. Dar a mínima chance para que se mobilizem é atirar no próprio pé. Nesse embalo, mais de 40 associações de movimentos sociais e coletivos do Rio de Janeiro realizarão uma grande manifestação no próximo domingo, dia 26, em bairros da zona sul carioca.

Gleisi Hoffman, presidenta do Partido dos Trabalhadores, entendeu essa problemática e fez a seguinte declaração: “Eles não têm a mesma força da época do impeachment da Dilma [Rousseff] e nem da eleição de 2018. Mas têm base e máquina”. Ou seja, não podemos nos esquecer que ainda existem bolsonaristas, e nem que Jair Messias Bolsonaro ainda está no governo, podendo usar a máquina estatal em seu favor.

Por essas razões, os próximos atos (26 e 30 de maio e a greve geral de 14 de junho) devem ser prioridades máximas da esquerda. As bandeiras vermelhas devem lotar as ruas dos pais e o trabalho de agitação e propaganda não deve ter descanso enquanto não derrubarmos o atual governo, libertamos Lula da cadeia e convocarmos novas eleições.