Mobilização cresce: amanhã, parar o Brasil e ocupar as ruas em grandes atos
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Mobilização cresce: amanhã, parar o Brasil e ocupar as ruas em grandes atos
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Dezenas de assembléias, nos principais sindicatos de bancários de todo o País, aprovaram nas noites dessa terça e quarta feira, a participação na greve geral de amanhã, contra a reforma da Previdência e o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro (PSL).

Em todo o País, foram milhares de assembleias, plenárias, reuniões etc. que adotaram e ratificaram a adesão à paralisação nacional envolvendo dentre outros professores, metalúrgicos, químicos, portuários, trabalhadores rurais, agricultores familiares, metroviários, motoristas, cobradores, caminhoneiros, trabalhadores da Educação, da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, eletricitários, urbanitários, petroleiros, enfermeiros, vigilantes, servidores públicos federais, estaduais e municipais, acompanhando a tendência de luta expressa nas gigantescas mobilizações de 15 e 30 de maio passados.

Em um mês, os trabalhadores e a juventude realizaram gigantescas mobilizações que não deixam dúvidas de que o povo brasileiro não aguenta mais o governo ilegítimo de Bolsonaro e de há uma enorme disposição de luta para derrotá-lo e por fim ao regime golpista.

A mobilização dos trabalhadores e da juventude só fez crescer a crise do governo e da direita golpista. Nos último dias, vazaram novas denúncias que confirmam o caráter fraudulento e criminoso da operação lava jato e de toda a operação golpista e que mostram que não tem o menor sentido os trabalhadores e suas organizações buscarem um “entendimento”, uma “frente”com os golpistas que derrubaram a presidenta Dilma, aprovaram a “reforma trabalhista”, estão entregando nosso petróleo e toda a riqueza do País, querem roubar as aposentadorias, privatizar os correios…. enfim, destruir a economia nacional e impor uma política de terra arrasada, de fome, miséria e desemprego para a imensa maioria. Tudo isso em benefício de um punhado de banqueiros e outros tubarões capitalistas, principalmente norte-americanos.

Está evidente para uma ampla parcela do ativismo do movimento operário que o caminho para fazer vitoriosa a luta dos trabalhadores é o das ruas. nas grandes mobilizações, por meio da unidade dos explorados com seus métodos de luta, como a greve geral por tempo indeterminado, que vamos derrotar a direita e impor nossas reivindicações.

A presença nessas mobilizações do pelotão mais combativo da luta dos explorados, a classe operária das fábricas, refinarias, usinas, dos transportes, da construção civil, ao lado de toda a classe trabalhadora do campo e da cidade, e da juventude, é um fator decisivo para mudar a situação contra a ofensiva da direita e se opor à politica de conciliação defendida pelos setores da esquerda burguesa e pequeno burguesa.

Enfrentando a posição dos setores da esquerda burguesa e pequeno burguesa que estão apoiando o roubo das aposentadorias e querem socorrer o governo Bolsonaro, é preciso preciso superar a política de lutas parciais (testada e reprovada nos últimos anos) e fazer avançar a mobilização em torno de uma perspetiva de conjunto, uma alternativa própria dos trabalhadores e da juventude diante da crise atual tendo como reivindicações centrais o  Fora Bolsonaro e todos os golpistas, a liberdade para Lula e a defesa de Eleições Gerais, com Lula candidato.

Um aspecto decisivo, além do alcance da paralisação, é a mobilização nas ruas.Por isso, tem grande importância os atos que estão sendo convocados, principalmente pela CUT e pela Frente Brasil Popular, para este dia 14, uma vez que – como é tradição na luta do movimento operário, greve não é dia de ficar em casa, não é feriado, é dia de mobilização de sair às ruas, de se unificar com os trabalhadores de outras categorias, estudantes e demais explorados contra o inimigo comum.

Foi assim em todas as greves de verdade, realizadas pela classe operária, será assim mais uma vez nesse dia 14.