Salles e as mineradoras
Ministro Salles adulterou mapa ambiental para beneficiar mineradoras
Corre no ministério público de São Paulo uma das principais acusações contra o atual ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, homem das mineradoras, responsável por fraudar mapas
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Salles e as mineradoras
Ministro Salles adulterou mapa ambiental para beneficiar mineradoras
Corre no ministério público de São Paulo uma das principais acusações contra o atual ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, homem das mineradoras, responsável por fraudar mapas
Ricardo Salles o ministro fascista do meio ambiente. Foto: José Cruz/Agência Brasil
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Ricardo Salles o ministro fascista do meio ambiente. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Já faz algum tempo, corre no ministério público de São Paulo uma das principais acusações contra o atual ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, homem do agronegócio, das mineradoras e que em sua campanha eleitoral no partido Novo te como proposta usar a bala como meio de lidar com a esquerda.

O ministro é acusado de fraudar um mapa ambiental em beneficio das mineradoras. O mapa em questão se refere ao plano de manejo da várzea do rio Tietê, preparado por pesquisadores da USP e que abrangia toda uma área em torno do rio.

Salles foi acusado por Victor Costa, ex-funcionário da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, após pedir demissão por se pressionado pelo ministro e pela FIESP para fazer alterações no mapa condizentes com os interesses empresariais.

No mapa seria revisto o zoneamento de duas regiões da grande São Paulo às margens do Tietê, sendo uma dela entre as cidades de São Paulo e Suzano, e a outra entre Santana e Barueri.

Nessa alteração, Victor fora coagido a não apresentar dados sobre a ação, ou seja, o mapa, baseado em pesquisas de meses, iria ser alterado sem sequer apresentar fatos para tal. As regiões citadas seriam modificadas, sem a existência de fontes, referências e nem mesmo informações que de este não é o mapa original.

Basicamente, como mesmo denunciou o funcionário, o agora ministro Ricardo Salles estava buscando fraudar o mapa ambiental em benefício das mineradoras, interessadas nessas áreas que seriam usadas como formas de preservar o curso do rio e enchentes.

A alteração causaria uma mudança nos pontos, permitindo que ali, sem o aval do restante da sociedade que não seria consultada, fosse realizada obras voltadas a mineração.

Salles disse na época que estava pulando etapas para evitar “burocratização”, uma desculpa que não colou para ninguém e gerou uma suspensão de seus direitos políticos por três anos.

Mesmo assim, pouquíssimo tempo depois, Ricardo Salles fora nomeado ministro pelo fascista Jair Bolsonaro, levando sua política em prol dos grandes capitalistas para nível nacional.

O agora ministro do meio ambiente é um dos principais responsáveis pela destruição tanto do meio ambiente quanto do esmagamento da população pobre, que está sofrendo durante o governo de Jair Bolsonaro uma série de ataques, como por exemplo a invasão de áreas habitadas por mineradoras e outras tantas empresas que com o aval do governo passam por cima do povo brasileiro.