Ministro fascista Ricardo Salles quer monitoramento da Amazônia nas mãos do imperialismo

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Atualizando sua vocação neocolonial, o governo Bolsonaro avança na entrega das riquezas naturais do país a metrópole, ou seja, ao capital imperialista. Um caso grave e notório é a política desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente. O ministro, Ricardo Salles, pretende agora, dentre muitas outras políticas nefastas, e pondo em risco a soberania nacional, terceirizar o monitoramento do desmatamento da Amazônia.

Salles pretende contratar a empresa de geoprocessamento Santiago & Cintra para realizar o monitoramento. Essa empresa, contudo é controlada pela Blackbridge Network Ltd., uma empresa situada no Canadá. O governo pretende permitir que uma empresa atrelada ao capital imperialista possa monitorar, coletando assim dados sobre a riqueza mineral e a biodiversidade da Amazônia. Também a empresa, responsável por gerar alertas de desmatamento, ficará responsável em certa medida pelo filtro de quem pode ou não desmatar impunemente, já que as punições são resultados diretos do alerta gerado pelo monitoramento, o que abre um grande espaço de negociação da empresa com os grileiros, latifundiários  e com as empresas internacionais que exploram a região, e claro tudo isso sendo pago pelo governo.

Outro elemento que chama a atenção é que o monitoramento é hoje realizado pela Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que faz um trabalho eficiente e, portanto não havendo nenhuma justificativa técnica para a troca. Por meio de um sistema dos mais modernos, altamente eficiente e nacional denominado Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter-B), capaz de detectar até mesmo desmatamento a partir de 1 hectar afetado. O Inpe gerou entre o início do ano e 15 de maio 3.860 alertas de desmatamento ilegal, ou seja 28,6/dia, contudo, o governo, que também é uma espécie de representante dos grileiros e latifundiários, aplicou apenas 850 multas. O governo tem mesmo uma política de combate à fiscalização.

O Inpe deixaria então de realizar esse serviço, caso a contratação se concretizar, em favor da empresa de capital internacional, fica mais ou menos evidente o fundo da questão: trata-se de beneficiar o imperialismo, que reunirão todas as informações necessárias ao projeto de exploração que venham e que estão desenvolvendo, abrindo espaço inclusive para que esta empresa venha vender informações sobre a fauna, a flora, bem como os recursos naturais disponíveis e sua localização a outras empresas. De outro lado, a contrapartida para que os latifundiários da região permitam tal estado de coisa, é dar a estes mais possibilidades de desmatamento ilegal e grilagem de terras.

Essa é a política de Bolsonaro, uma política anti-nacional, criminosa, de lesa Pátria, um governo a serviço dos interesses internacionais contra o povo Brasileiro. É necessário derrubar esse governo fantoche do imperialismo para abrir caminho, com novas eleições, para que a vontade popular possa se expressar  de maneira mais democrática.