Ministro fascista: Ernesto Araújo diz que ditadura não foi uma ditadura

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Da redação – O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, declarou que o golpe de 64 não foi golpe. Segundo ele, o que aconteceu há 55 anos – e durou 21 anos – foi um movimento necessário para evitar uma ditadura.

A declaração do ministro nesta quarta-feira (27) aconteceu na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. A pergunta fazia referência à orientação, dada pelo presidente fascista Jair Bolsonaro, para que os quartéis celebrassem o dia 31 de março.

O golpe militar que depôs o então presidente João Goulart começou censurando a própria data de início, 1º de abril, para que não virasse piada como o Dia da Mentira. Os militares impuseram aos livros de história que o golpe ocorreu em 31 de março de 1964.

Derrubado o presidente e fechado o Congresso, com mandatos cassados, seguiu-se uma ditadura militar, com censura à imprensa, à música, ao teatro, às artes em geral, muitas prisões, torturas, desaparecimentos e mortes. Os generais seguiram se auto nomeando como presidentes da República sem eleições diretas, sem eleições também para governadores de estado, prefeitos das capitais e senadores, que eram nomeados pelos ditadores. Isso durou até 1985.  Mas as eleições diretas para a presidência só voltaram em 1989.

O ministro fascista, que acredita que Donald Trump é a salvação da “civilização ocidental”, apareceu agora para nos “esclarecer” quer tudo isso foi para evitar que o Brasil se tornasse uma… ditadura.