Ataque ao direito de greve
Além da multa de R$ 500 mil, 90% do efetivo deve manter suas atividades; trata-se, na prática, de acabar com a greve, um direito constitucional da classe operária
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Petroleiros da Replan fazem manifestação em Campinas (04/02/2020). Foto: FUP/Twitter |

Da redação – O ministro fascista do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins, acatou pedido da direção bolsonarista da Petrobras e impôs uma multa diária de R$ 500 mil aos sindicatos que não cessarem a greve petroleira, iniciada no último sábado (01).

Além disso, Gandra, em sua decisão, obriga que pelo menos 90% dos trabalhadores mantenham suas atividades nas unidades da companhia. Ou seja, está acabando com a greve, que é um direito constitucional da classe operária.

Se 90% do afetivo têm que trabalhar, então na prática não existe greve nenhuma. Além disso, meio milhão de reais é uma cobrança criminosa contra um sindicato. A alegação da Petrobras é de que não houve negociação por parte dos trabalhadores antes de iniciarem a paralisação.

Entretanto, estes afirmam que quem não quis negociar foi a própria empresa, que anunciou a demissão de mais de mil funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) pela imprensa, sem mesmo avisar os seus trabalhadores.

Justamente esse é o motivo da greve, que já alcança mais de 15 mil petroleiros em dezenas de unidades de 10 estados. Os petroleiros devem ocupar as refinarias, impedir o funcionamento de todas as instalações da Petrobras, manter a greve por tempo indeterminado contra as demissões e privatização da maior empresa brasileira e colocar na ordem do dia o Fora Bolsonaro, responsável maior pela destruição da companhia e de toda a nação.

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