É preciso agir
Para ministra latifundiária Tereza Cristina, há exageros nos casos de Covid-19 em frigoríficos. Será que 40% de contaminados, como mostra a JBS, é exagero?
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Jair Bolsonaro e ministra da agricultura Tereza Cristina | Foto: Reprodução

A ministra da agricultura Tereza Cristina, latifundiária e golpista e parte da trupe do fascista Bolsonaro, com a preocupação de que os dólares, oriundos das exportações de carne, diminuam no país, vem tentado disfarçar a catástrofe reinante nos frigoríficos.

Em vários frigoríficos, espalhados pelo Brasil, foram constatados trabalhadores contaminados, de norte a sul. São mais de 22 estados e o Distrito Federal, mais de 213 denúncias, bem como inúmeros frigoríficos fechados devido a insanidade dos patrões, devido à ganância pelo lucro de suas empresas.

Dois exemplos de como os patrões e o governo golpista fazem com os trabalhadores

No Rio Grande do Sul, o desprezo pela vida dos trabalhadores é tão grande que a JBS/Friboi de Passo Fundo teve que ser interditada por três vezes, apesar de o governador Eduardo Leite, do golpista PSDB e aliado do fascista Bolsonaro, ter tentado, de todas as formas, esconder a atitude genocida dos patrões do grupo JBS.

No estado de Mato Grosso, o frigorífico do mesmo grupo da JBS/Friboi, onde há cerca de 1000 trabalhadores, quatrocentos tinham sido contaminados pelo Covid-19 e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidiu por sua interdição por 14 dias.

A situação era e ainda é para lá de catastrófica, pois esse mesmo TRT, só de regiões diferentes, em vários casos defendeu que a fábrica continuasse em atividade, apesar de o Ministério Público do Trabalho (MPT) acionar a justiça local, impondo a interdição dos frigoríficos, como na cidade de Cabreúva, município de São Paulo, no Frigorífico Flamboiã, ou mesmo no município de Cianorte, no Paraná, no abatedouro Avenorte, do então prefeito e dono do frigorífico, Claudemir Bongiorno, do golpista MDB.

No Avenorte por exemplo, nem bem o frigorífico havia sido interditado, o prefeito patrão acionou o Tribunal Regional do trabalho (TRT) do Paraná e, rapidamente os trabalhadores, sem que o frigorífico fizesse teste nos funcionários e, mesmo organizado as condições mínimas de funcionamento diante do coronavírus, os mais de 3.000 trabalhadores voltassem a trabalhar.

Ou seja, a “justiça”, braço direito dos patrões e seu governo, agiu como sempre age, em proveito dos patrões. O caso do TRT, desta vez fugiu à regra, pois a situação com os trabalhadores estava a ponto de explodir, só por isso.

A lista de frigoríficos é quilométrica e, todos os grandes, médios e pequenos, com maior o menor grau estão deixando os trabalhadores vulneráveis à pandemia.

Tereza Cristina e o país das maravilhas

Se fazendo de desentendida, ou mesmo por simples desprezo para com os trabalhadores, mas preocupadíssima com o volume de dinheiro estrangeiro para o Brasil, a ministra vem de todas as formas tentando ocultar a hecatombe que reina dentro dos frigoríficos. Ela é parte interessada nesse setor industrial e, por isso vem, proferindo declarações fantasiosas como fez na ultima terça-feira (21), qual seja: “a reverberação muitas vezes maior do que o fato” em relação aos casos de coronavírus detectados em frigoríficos brasileiros (…) essa é uma preocupação grande porque, quando você distorce a informação e ela chega lá fora, temos tido problemas com isso”.

A luta dos trabalhadores no setor frigorífico passa por uma mobilização em que a paralização das atividades seja a primeira coisa a acontecer, do contrário, o número de trabalhadores contaminados e mortos serão imensos, por isso a CUT (Central Única dos Trabalhadores) deve tomar a frente dessa luta.

Os trabalhadores, no entanto, devem formar em seus locais de trabalho, comissões de fábrica, para debater sobre todas as atrocidades que os patrões vêm cometendo ao conjunto dos funcionários, com o único propósito de aumentar suas contas bancárias.

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