Ministério do Latifúndio: Bolsonaro indica deputada ligada à JBS para a Agricultura

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Da redação – A deputada Tereza Cristina (DEM) afirmou não haver conflito de interesses entre a sua nomeação para o ministério da Agricultura e o fato dela ser sócia da JBS.

“Eu tenho uma propriedade, um condomínio com meus irmãos, sou inventariante e minha família arrenda um confinamento para a JBS, que é do lado da nossa propriedade. Isso há muitos anos.”

A deputada também afirmou ter recebido recursos do frigorífico:

“Eu não tive doação da JBS direta para mim, foi via, se não me engano, dois parlamentares do meu Estado. Não tenho problema. Tenho tranquilidade, as doações são legais.” afirmou.

A indicação da futura ministra ocorreu nesta quarta-feira (7), após encontro de Bolsonaro com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária, presidida por ela.

“O que os produtores esperam é segurança jurídica, defesa da propriedade e ministério mais moderno, mais acordos comerciais. Preciso conversar com o ministro Blairo. Preciso me inteirar mais. Hoje a agricultura e a pecuária brasileira são o motor, o carro chefe da nossa economia. Precisamos ver o que mais está faltando para que esse motor seja mais acionado, porque capacidade de produção os produtores brasileiros têm”, afirmou.

Sobre o recuo do presidente eleito em relação à fusão do ministério da agricultura e do meio ambiente, ela afirmou que o produtor rural é ‘preservador’.

Bolsonaro dizia durante a campanha que nomearia um ministério de “técnicos”. Na verdade, está nomeando um ministério para ampliar a repressão e impor um programa contra a população à força, em defesa dos interesses de alguns capitalistas. No caso da Agricultura, está colocando os próprios latifundiários para organizarem com apoio do Estado uma ofensiva contra os movimentos de luta por terra.