PCO nas eleições
O abandono da luta social por parte da esquerda mostra a sua adaptação a burguesia
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Bandeira do Partido da Causa Operária | Foto: Reprodução

Na reta final da minúscula campanha eleitoral brasileira, o contraste entre a atividade militante do Partido da Causa Operária (PCO), em relação aos outros partidos, nos permite tirar certas conclusões. A primeira delas é que a esquerda está inteiramente moldada as tradições da política burguesa. A segunda, é que o povo está clamando por uma esquerda operária.

As panfletagens são um primeiro exemplo. Como um partido militante, o PCO mobilizou seus militantes e simpatizante para distribuir os materiais de campanho dos nossos candidatos. O material unificado, nesse sentido, foi reflexo da campanha unificada do partido, visando impulsionar a luta pelo Fora Bolsonaro e pela candidatura do Lula em 2022.

Os panfletos vermelhos, a foice e o martelo e as palavras de ordem de luta, nesse sentido, se contrapuseram não apenas aos materiais distribuidos pelos cabos eleitorais da direita, como tambem, pelos da esquerda pequeno-burguesa. O PSOL aderiu ao azul e laranja, o MRT ao azul e verde, o PCdoB ao azul claro. A mudança das cores da esquerda foi tão escandalosa, que chegou a ser alvo do “velho da Havan” dizendo que “os vermelhinhas trocaram as cores para ganhar os votos da direita”.

Na época eleitoral, é perceptível a dificuldade de distribuir os materiais políticos. Isso mostra um descontentamento geral em relação a politica tradicional, a inumeras promessas eleitorais inconcretas e o oportunismo dos politicos tradicionais.

Essa indisposição a política, contudo, não se mantém fora das eleições. Isso porque os únicos que se dão ao trabalho de organizar a luta social para alem das eleições também são aqueles que não se importam em ganhar um cargo parlamentar, mas sim, de levar o povo a luta de maneira independente pelos seus próprios interesses.

“Recapiar a rua”, “reformar a praça”, “construir a quadra de futebol”. Tudo isso não soluciona o enorme número de desempregados. Os quase duzentos mil mortos pela pandemia. A inflação. As privatizações.

As eleições, dessa forma, são o campo da dominação politica por parte da burguesia e, dessa forma, a esquerda viciada nas eleições acaba se dobrando a política burguesa com a finalidade de manter os seus cargos. Os partidos da esquerda, como PCdoB, PT e PSOL lançaram inúmeros candidatos direitistas em suas campanhas e, mesmo assim, perderam espaço para a direita tradicional nas eleições municipais.

Os exemplos mais absurdos, são o apoio ao Paes (DEM) pela esquerda no Rio de Janeiro. No mesmo sentido, Guilherme Boulos, em São Paulo, se diz a luta contra o direitismo de Covas, mas é o candidato que recebeu o apoio de mais de 50 empresários e rentistas.

Nesse momento, é preciso afirmar a realidade da situação das eleições. A vitória do candidato A ou B nas eleições municipais não representará nenhuma vitória para o povo.

A volta as aulas em meio a pandemia é uma unanimidade nos candidatos da direita e da esquerda. O aparatamento da polícia também. O aumento de penas nas cadeias, os ataques aos trabalhadores “para conter a crise”, tudo são concordâncias. Quer dizer, se a esquerda eleitoreira e a direita concordam no fundamental, não há o que esperar nem de um nem de outro.

Por outro lado, a esquerda operária na figura do PCO se recusou a fazer as famosas promessas eleitorais em sua campanha. Pelo contrário. O Partido chamou os trabalhadores a lutar pelas melhorias, disse a verdade para o povo. Denunciou o caráter antidemocrático das eleições, mobilizou suas bases para a luta política. Não é de estranhar que fomos os únicos a exibir o vermelho nas eleições.

E não para por ai.

Quando todos forem para a casa na segunda-feira, nosso partido continuará nas ruas e, pelo contrário, intensificará a luta pelos direitos políticos de lula, pelo Fora Bolsonaro, pelos direitos do povo trabalhador.

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