Bolívia
Liderança mineira afirmou que pedirá uma alteração na lei para que o uso de dinamites volte a ser liberado
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Mineiros se reúnem com Evo Morales. Foto: Ministério da Presidência |

Da redação – Enquanto se aproxima o prazo final do ultimato dado pela direita golpista boliviana ao presidente Evo Morales, marcado para às 19h (20h em Brasília) de hoje (4), o governo toma medidas para se defender. Ontem o presidente Evo Morales foi ao rádio para se dirigir à população de La Paz e de El Alto, duas cidades mais populosas do país, para fazer um apelo à defesa do governo. Durante o dia de hoje, Evo Morales se reuniu com líderes de setores que o apoiam, entre eles o dirigente mineiro Fidel Villacorta, representante da Fedecomin (Federação de Cooperativas Mineiras), que anunciou uma vigília em defesa de Evo com uso de dinamites.

Desde 2016 o uso de dinamites e armas de fogo é proibido em protestos na Bolívia. No entanto, o uso de dinamites é um recurso tradicional dos mineiros bolivianos, em uma país em que o setor de mineração é o principal de sua economia. Outra liderança mineira, Simón Condori, afirmou que pedirá uma alteração na lei para que o uso de dinamites volte a ser liberado.

 

Vigílias em defesa do governo

As vigílias para defender o mandato de Evo Morales vão de hoje até sexta-feira, em contraposição a coxinhatos marcados para Cochabamba e Santa Cruz durante o mesmo período. Elas reunirão diversos setores operários e populares, e servirão de respaldo para Evo Morales impedir o golpe de Estado em curso na Bolívia. Sábado a direita golpista, por meio de Luis Fernando Camacho, liderança direitista de Santa Cruz, deu um ultimato a Evo Morales. Ou ele renuncia ou pode haver um golpe militar no país vizinho.

Enquanto a direita ameaça usar os militares para entregar o país ao imperialismo, os mineiros prometem responder com dinamites, embora Villacorta pondere que o uso de dinamites será “comedido”. A movimentação golpista na Bolívia começou logo depois de Evo Morales vencer as eleições do dia 20 de outubro. Carlos Mesa, candidato derrotado, não reconheceu o resultado e começou a chamar coxinhatos por novas eleições, sob o pretexto de que a contagem foi interrompida e depois retomada. Evo Morales tem pedido provas de fraude eleitoral, enquanto entidades imperialistas respaldam Carlos Mesa.

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